Em um dos maiores sucessos entre os populares livros de autoajuda (vendeu mais de 5 milhões de cópias desde a publicação em 1987), Melody Beattie adverte a seus leitores: “A maneira mais garantida de enlouquecer é envolver-se com assuntos de outras pessoas e a mais mais rápida de tornar-se feliz é cuidar dos próprios”. O livro deve seu sucesso instantâneo ao título sugestivo (Codependent no More), que resume seu conteúdo: entrar resolver os problemas de outras pessoas nos torna dependentes, e a dependência oferece reféns ao destino – ou, mais precisamente, há coisas que não dominamos e há pessoas que não controlamos; portanto, cuidemos de nossos problemas, e apenas de nossos problemas, com a consciência limpa.
Há pouco a ganhar fazendo a tarefa dos outros, isso desviaria nossa atenção do trabalho que apenas nós mesmos podemos fazer a nosso favor. Essa fase deve ser lida como uma confirmação, uma absolvição e uma luz verde necessária – a todos os que são forçados a seguir, a favor ou contra seu próprio juízo, e não sem dor na consciência, a exortação de Samuel Butler: “No fim, o prazer é melhor guia que o direito e o dever”.
Ao fim da sessão de aconselhamento, as pessoas aconselhadas estão tão sozinhas quantos antes. Isso quando sua solidão não foi reforçada: quando sua impressão de que seriam abandonadas à sua própria sorte não foi corroborada e transformada em uma quase certeza. Qualquer que fosse o conteúdo do aconselhamento, este se referia a coisas que a pessoa aconselhada deveria fazer por si mesma, aceitando a inteira responsabilidade por fazê-las de maneira apropriada, e não culpando ninguém pelas consequências desagradáveis que só poderiam ser atribuídas a seu próprio erro ou negligência.
– Zygmunt Bauman em Modernidade Líquida.
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