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Baseado em uma história real, mãe desesperada tenta achar filha neste filme espetacular da Netflix

Quem acompanha produções criminais reais sabe que alguns títulos mexem diretamente com o senso de injustiça do público — e Lost Girls (2020) entra nessa lista desde os primeiros minutos.

Lançado pela Netflix, o longa alcançou rapidamente o Top 10 quando estreou e voltou a chamar atenção sempre que algum caso de crime não resolvido vira notícia.

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No centro da trama está Mari Gilbert (Amy Ryan, indicada ao Oscar por Medo da Verdade). A personagem é mostrada já exausta de funerais atrasados, turnos extras e um sistema que parece ignorar famílias de baixa renda — ponto que a direção de Liz Garbus faz questão de destacar ao longo de 95 minutos.

A situação explode quando Shannon, filha mais velha de Mari, desaparece depois de atender um cliente como acompanhante de luxo.

Investigação oficial? Só nos protocolos. Sem respostas concretas da polícia, a mãe consulta registros de ligações, vasculha anúncios online e convence amigos de Shannon a falar.

As pistas guiam a protagonista até Oak Beach, um condomínio praiano fechado em Long Island onde moradores preferem portões altos a perguntas inconvenientes.

Entre um portão e outro, Mari descobre que outras mulheres sumiram na mesma região, levantando a suspeita de um serial killer ignorado por anos.

Lost Girls se apoia no livro-reportagem de Robert Kolker, best-seller do New York Times que reconstrói as histórias dessas vítimas.

Garbus — conhecida por documentários políticos — transforma dados frios em tensão dramática, mas sem glamourizar violência: cenas de crime são sugeridas, não explicitadas, e o foco recai no silêncio institucional que cercou o caso.

O elenco completa a produção com atuações sólidas: Gabriel Byrne interpreta um comissário de polícia desconfortável com a pressão pública; Thomasin McKenzie surge como a irmã mais nova que tenta ser ponte entre a mãe e a investigação.

A fotografia noturna de Igor Martinović cria sensação constante de perigo, enquanto a trilha minimalista de Anne Nikitin sustenta a inquietação.

Quem procura um suspense que critique falhas policiais e, de quebra, apresente performances afiadas, encontra em Lost Girls a escolha certa — o filme está disponível no catálogo brasileiro da Netflix e pode ser assistido com áudio original ou dublagem em português.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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