O tabuleiro do cinema brasileiro pode mudar de dono. A UCI, terceira maior rede do país e presença constante em shoppings de capitais e grandes centros, está em conversas avançadas para vender suas operações no Brasil.
O movimento é conduzido pela controladora Paramount Skydance e, dependendo do comprador, pode redesenhar a concorrência — e até significar saída definitiva do grupo do mercado local.
Segundo o Pipeline, a Paramount Skydance contratou a G5 Partners para tocar as negociações com fundos e players de entretenimento. Hoje, a UCI administra 29 complexos com 240 salas em 14 cidades, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador. A rede se espalhou pelo país com formatos de alto padrão de som e projeção, mantendo público fiel em praças estratégicas.
O possível desinvestimento aparece em um período de resultados robustos. Em 2024, a UCI registrou faturamento de R$ 360 milhões e Ebitda de R$ 25 milhões. No mesmo ano, somou 12 milhões de espectadores e alcançou 1 milhão de inscritos no clube de fidelidade UCI Unique — números impulsionados por sucessos como “Divertidamente 2” e por aportes em tecnologia de áudio e imagem.
Além do Brasil, a G5 Partners coordena a venda da operação argentina da UCI, sinal de que a iniciativa é regional. A estratégia conversa com a reorganização global da Paramount Skydance, que revisa onde faz sentido manter presença física em exibição cinematográfica e onde priorizar outras frentes de mídia.
O histórico ajuda a entender a guinada. Desde 2005, a UCI estava sob a National Amusements Inc. (NAI), conglomerado de cinemas que controlava a então ViacomCBS, dona da Paramount.
Com o aumento do endividamento e a queda no pagamento de dividendos, a NAI foi vendida neste ano, abrindo caminho para a atual Paramount Skydance e para uma revisão de portfólio que inclui marcas como Showcase, Cinema de Lux, Multiplex e SuperLux no exterior.
No radar, também entram movimentos corporativos além da sala escura. A Paramount Skydance busca reposicionamento no setor de mídia e chegou a ter, nesta semana, uma proposta de compra da Warner rejeitada, hipótese que analistas veem como ponto de partida para novas abordagens. Esse redesenho de prioridades ajuda a explicar por que a exibição física pode perder espaço em alguns mercados.
Por ora, não há anúncio oficial sobre o destino da UCI no Brasil. A saída do país só ocorreria se a compradora optasse por encerrar a operação local.
Até lá, segue a rotina de sessões, programas de fidelidade e calendário de estreias — enquanto os bastidores tratam do que pode ser a maior troca de controle do setor em anos.
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