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Como é o local nas Maldivas onde cinco turistas perderam a vida ao mergulhar

A imagem das Maldivas costuma ser associada a água transparente, bangalôs sobre o mar e fotos perfeitas de férias.

Mas, por baixo dessa paisagem muito vendida ao turismo, existem áreas de mergulho que exigem preparo técnico, leitura de correnteza e muita experiência.

Foi nesse tipo de ambiente, no atol de Vaavu, que cinco turistas italianos morreram durante uma expedição em caverna submarina, a cerca de 50 metros de profundidade.

O acidente aconteceu na região de Vaavu, um atol no oceano Índico localizado ao sul de Malé, capital das Maldivas. A área é formada por pequenas ilhas, recifes, canais profundos e pontos muito procurados por mergulhadores experientes.

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Parte desse turismo acontece a bordo dos chamados liveaboards, barcos-hotéis usados em roteiros de vários dias voltados a quem quer mergulhar em locais mais afastados.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o grupo estava em uma expedição que partiu da embarcação Duke of York e mergulhava próximo à região de Alimatha, uma das áreas conhecidas de Vaavu.

O local atrai mergulhadores justamente pela combinação de vida marinha abundante, formações submersas e canais oceânicos. Essa beleza, porém, vem acompanhada de um nível de dificuldade que não permite improviso.

O ponto mais delicado é que Vaavu tem canais estreitos, chamados de kandu, por onde a água circula com força. Em mergulhos desse tipo, as correntes podem empurrar o mergulhador rapidamente, reduzir o controle dos movimentos e dificultar a volta ao ponto planejado.

Em áreas com cavernas, saliências e passagens submersas, qualquer desorientação pode virar um problema sério em poucos minutos.

Entre os locais mais famosos do atol está Fotteyo Kandu, descrito por operadores de mergulho como um ponto de correnteza, paredões, cavernas e saliências cobertas por corais.

É uma área associada a mergulho avançado, com presença de tubarões-cinzentos-de-recife, tubarões-de-ponta-branca, arraias, barracudas e grandes cardumes. Ou seja: o mesmo cenário que atrai turistas do mundo inteiro também cobra domínio técnico de quem entra na água.

A profundidade informada no caso dos italianos — cerca de 50 metros — também chama atenção. Em muitos padrões internacionais, o mergulho recreativo tradicional fica bem abaixo disso.

Nas Maldivas, a recomendação para mergulho recreativo costuma girar em torno de 30 metros, enquanto operações mais profundas já entram em uma faixa que exige outro tipo de treinamento, planejamento de gases e protocolos de segurança.

Outro fator importante é o ambiente fechado. Mergulhar em uma caverna não é o mesmo que descer em mar aberto. Dentro de uma formação submersa, há teto, passagens estreitas, possibilidade de baixa visibilidade e menor margem para corrigir erros.

Se a água fica turva, se a lanterna falha, se alguém perde a referência ou se uma corrente muda o deslocamento do grupo, a saída pode deixar de ser óbvia rapidamente.

Especialistas citados pela imprensa italiana levantaram hipóteses como toxicidade por oxigênio, desorientação, pânico, baixa visibilidade, corrente forte e falhas de equipamento. Ainda assim, a causa exata depende da investigação.

O que já se sabe é que o grupo estava em uma região de mergulho técnico e em profundidade elevada, combinação que aumenta bastante o risco quando algo sai do previsto.

Vaavu também é relevante do ponto de vista ambiental. O atol aparece em levantamentos de biodiversidade marinha das Maldivas por causa de seus recifes, canais e concentração de espécies.

As Maldivas, como arquipélago, abrigam um dos grandes sistemas de recifes de coral do planeta, mas esses ecossistemas são sensíveis ao aquecimento dos oceanos, ao branqueamento de corais e à pressão do turismo.

O caso reacendeu a discussão sobre segurança no mergulho nas Maldivas. Embora o país seja um dos destinos mais procurados do mundo para a atividade, autoridades locais já haviam registrado dezenas de mortes de turistas em incidentes marítimos nos últimos anos, incluindo casos ligados a mergulho e snorkel.

As vítimas identificadas foram Monica Montefalcone, professora e ecóloga ligada à Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti; Federico Gualtieri; e a pesquisadora Muriel Oddenino.

De acordo com a Associated Press, o corpo de Benedetti havia sido recuperado, enquanto as buscas pelos demais foram afetadas pelo mau tempo.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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