Se você abriu a Netflix procurando algo com clima de missão sigilosa, decisões difíceis e aquela sensação de que qualquer detalhe pode dar errado, Operação Lioness entra direto nessa lista.
A série foi criada por Taylor Sheridan e mistura espionagem com ação militar sem “enfeitar” demais: o foco está no custo humano de trabalhar no limite e na pressão constante de acertar — ou lidar com as consequências.
Logo no começo, a trama deixa claro que o perigo não está só “lá fora”.
O roteiro trabalha duas frentes ao mesmo tempo: o que acontece nas operações em campo e o que é decidido por gente poderosa, em salas fechadas, onde estratégia, reputação e interesses políticos pesam tanto quanto armas e tecnologia.
O resultado é um suspense bem sustentado, mais de nervosismo do que de explosão.
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A protagonista é Joe McNamara (Zoe Saldaña), agente experiente da CIA que comanda uma unidade especial ligada ao Lioness Program — um esquema inspirado em iniciativas reais usadas para infiltração em contextos sensíveis.
A ideia é recrutar mulheres com perfis específicos para se aproximarem de pessoas-chave ao redor de alvos ligados ao terrorismo, abrindo caminho para investigações e ações maiores.
É aí que entra Cruz Manuelos (Laysla De Oliveira). Com um histórico complicado e jeito de quem já apanhou da vida, ela é puxada para uma missão que exige sangue-frio: se aproximar da filha de um homem influente que financia operações terroristas.
Para isso, Cruz passa por uma preparação pesada, aprende a sustentar uma persona convincente e precisa se encaixar em um círculo social onde todo mundo observa todo mundo — e perguntas “inocentes” podem virar armadilhas.
Só que infiltração não é viver um papel por algumas horas. Conforme Cruz vai ganhando espaço e confiança, as coisas ficam mais confusas: vínculos aparecem, limites ficam borrados e a missão começa a mexer com escolhas que não cabem num manual.
E isso não afeta só ela — a própria Joe, por exemplo, paga caro por estar sempre em modo operação, com a vida pessoal sendo engolida pelas exigências do trabalho e pela culpa que vem junto.
No topo dessa engrenagem, tem gente monitorando cada passo. Kaitlyn Meade (Nicole Kidman) funciona como uma supervisora que precisa equilibrar risco, timing e “o que vai ficar feio para quem” se tudo der errado.
E Edwin Mullins (Morgan Freeman) aparece como uma autoridade veterana dentro da inteligência, trazendo o peso institucional: ele não está ali para fazer discurso, e sim para lembrar que cada decisão tem repercussão — inclusive para quem assina a ordem.
Em vez de apostar só em tiroteio, Operação Lioness investe no que realmente dá ansiedade: o medo de ser descoberta, o controle de dano quando algo sai do previsto e a tensão de manter uma mentira de pé por tempo demais.
Tem ação, perseguição e operações armadas, claro — mas o que segura o ritmo é a sensação constante de que uma frase fora do tom ou um olhar demorado pode desmontar tudo.
Outra sacada do roteiro é mostrar que as operações não são “limpas”. As escolhas feitas por quem está no comando atingem agentes, militares e também pessoas comuns no caminho. Isso deixa o clima mais pesado e menos “heroico”, sem transformar o assunto em palestra.
Zoe Saldaña carrega a série com uma Joe dura, competente e cansada do jeito certo — alguém que aguenta muito, mas não sai ilesa.
Laysla De Oliveira dá à Cruz uma mistura interessante de instinto de sobrevivência e vulnerabilidade, o que ajuda a missão a parecer perigosa de verdade (porque você sente o risco na pele dela).
Nicole Kidman trabalha bem a frieza de quem precisa tomar decisões pensando em repercussão e estratégia, e Morgan Freeman entra com aquela presença que impõe respeito sem precisar levantar a voz.
Michael Kelly também soma no lado político/militar, reforçando que existe uma estrutura inteira empurrando a operação para frente — e cobrando resultado.
Se você curte suspense de espionagem com um pé no realismo, Operação Lioness entrega: tensão constante, personagens sob pressão e um jogo de decisões onde ninguém sai “inteiro”.
E sim: apesar de ter elenco de peso, ela costuma passar meio despercebida no catálogo — ótima para quem gosta de achar série boa escondida na Netflix.
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