O nome próprio marca a individualidade e é fundamental nas relações sociais.
José Saramago escreveu:
“Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens”.
Leiam essa pequena história:
“Ela foi a primeira filha de três irmãos. Seu nome era Helena, embora não o ouvisse com frequência. Na casa, ela era chamada de “a menina”.
Nessa casa também habitavam um cão e uma gata sarnenta. Todos sem nome.
O pai tinha nome, era João. Porém, João não era um nome que vinha só, ele era o “João da Ditinha doceira”, em clara alusão à profissão de sua falecida mãe.
Na casa da menina a mãe era a primeira a acordar e a ultima a dormir. Cuidava da casa, fazia comida, lidava com as roupas, fugia do marido. Nos filhos, porém, não deixava olhar.
A menina se virava como podia. Quando menor, corria atrás da mãe. Já maior, corria atrás dos irmãos. Era preciso.
Quando a menina deixou de ser menina noutra casa foi morar. Tinha agora marido e filhos próprios.
O marido tinha nome: Antônio.
Antônio a chamava de Helena.
Nessa casa viviam Helena, Antônio e os filhos Rita e Maria Clara.
Helena estranhava ouvir o próprio nome, mas sabia que isso era bom.”
MORAL DA HISTÓRIA:
Você não é culpado pelo amor que não teve, mas é pelo amor que não dá.
Sua vida não precisa ser uma repetição.
Aceite ajuda, procure ajuda.
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