Quando uma investigação tem vídeo, horário e roteiro minuto a minuto, a discussão muda de patamar: deixa de ser “disse-me-disse” e vira análise de imagens, sequência de ações e registro oficial.
Foi esse tipo de material que o site ND Mais diz ter obtido com exclusividade: gravações que, segundo os autos, apontariam a primeira vez em que o ex-juiz da Lava Jato Eduardo Appio teria saído de um supermercado em Blumenau (Vale do Itajaí) com uma garrafa de champanhe sem passar pelo pagamento.
As imagens, de acordo com a reportagem, foram cedidas pelo TRF-4.
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Pelos documentos citados, o vídeo é datado de 20 de setembro e aparece como a ocorrência inicial registrada pelas câmeras dentro do estabelecimento.
A movimentação atribuída a Appio começa a ser acompanhada a partir das 14h44, quando ele entra no supermercado pela rampa rolante.
Mais tarde, outro ângulo posiciona o então magistrado no setor de bebidas às 15h06. Um minuto depois, às 15h07, a cronologia descrita indica que ele pega uma garrafa de champanhe e segue com o item nas mãos até o corredor de cervejas.
Nesse ponto, sempre segundo a leitura feita a partir das câmeras de segurança, ele se abaixa e coloca a garrafa dentro de uma sacola.
Em seguida, as imagens o mostram indo para um corredor de produtos de limpeza, onde retira outro item da prateleira e também guarda na mesma sacola.
Logo depois, o trajeto continua em direção aos caixas. Às 15h08, a sequência apontada pela reportagem registra Appio passando direto pela área de pagamento, enquanto outra pessoa aparece fazendo compras no caixa.
Na continuidade do vídeo, ele segue para a saída, desce novamente pela rampa rolante e caminha até o estacionamento, em direção ao carro.
Procurado, Eduardo Appio negou qualquer irregularidade. Na primeira resposta ao ND Mais, afirmou que o vídeo seria “uma fraude da Polícia Civil” e que “não mostra nada”. Depois, em novo contato, ficou em “nada a comentar”.
As autoridades ainda apuram o caso. O próprio ND Mais ressalta que o conteúdo divulgado faz parte do conjunto analisado na investigação e que Appio aparece como suspeito, conforme o rito legal — ou seja, sem condenação e com direito de defesa.
A reportagem também lembra que, em entrevista exclusiva publicada em 18 de dezembro, Appio comentou de forma detalhada um outro episódio: o de 18 de outubro, citado como a suspeita mais recente envolvendo uma garrafa de champanhe em um supermercado de Blumenau.
Paralelamente a isso, há o histórico do afastamento de Appio da Lava Jato. Ele deixou a função após admitir que telefonou para um advogado com o objetivo de checar uma possível ligação familiar entre o advogado e um desembargador que teria proferido decisões favoráveis a Sérgio Moro.
Appio classificou a conduta como inadequada, mas negou ter feito ameaças.
No mesmo contexto, o desembargador Marcelo Malucelli se afastou de processos da Lava Jato depois da repercussão de que seu filho era sócio de Moro.
Appio sustenta que a repercussão foi usada para tirá-lo do comando da vara e afirmou que Moro teria contado com apoio de parte do TRF-4 para isso.
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Fonte: ND+
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