Marcel Camargo

A vida fica mais leve quando a gente prefere florir, em vez de ferir

Viver é um exercício/ diário de calma, paciência e tolerância, uma vez que nossos dias são compostos por muitas dificuldades e nossos relacionamentos encontram vários entraves ao longo dos dias. Embora já estejamos cansados de saber, nunca será demais lembrarmos que é necessário que nos tranquilizemos, que apaziguemos as lutas travadas em nosso corpo e em nossa alma, caso desejemos sobreviver com mais serenidade e qualidade de vida.

Também não poderemos esquecer de que grande parte de nossa calma e de nosso equilíbrio deverá partir sempre de dentro de nós. O exterior, as pessoas de fora, os acontecimentos à nossa volta, tudo o que independe de nossas vontades, enfim, causarão muitos dissabores, trarão quebras de expectativas, tomarão de volta o que pensávamos ser nosso, ou seja, às vezes cairemos por rasteiras do que foge ao nosso controle. A gente ferra muito com a própria vida, mas tem muita gente que acaba nos ferrando também.

É muito comum dizerem que a felicidade depende somente de nós, que somos nós os causadores de nossas mazelas, no entanto, muita coisa que vem nos derrubar e contrariar parte de outras pessoas, ou mesmo vem num redemoinho de acontecimentos incontroláveis dessa vida improvável. Mesmo que tenhamos um propósito absurdo de sermos felizes, nosso caminho jamais estará isento de pessoas e de acontecimentos que teimam em nos empurrar para baixo. E isso esgota, cansa, escurece a nossa alma.

Por essa razão, o melhor que temos a fazer é manter uma postura positiva, um comportamento ético e solidário, sem cair na tentação de trilhar os caminhos mais fáceis da desonestidade, da corrupção, da degradação moral, da desconsideração pelo outro, do egoísmo que passa por cima de qualquer um. Porque ninguém consegue ser feliz tornando o outro infeliz; ninguém consegue sorrir causando lágrimas nas pessoas; ninguém há de ficar tranquilo ferrando com as pessoas à sua volta.

Já temos tantos aborrecimentos com os quais precisamos lidar diariamente, são tantos tombos acumulados ao longo de nosso caminhar, tantas decepções, lágrimas e dor. De que, então, servirá qualquer atitude maldosa de nossa parte? O que ganharíamos nos tornando amargurados, rancorosos e sementes de dores a serem espalhadas por aí?

Sejamos nós o equilíbrio em meio às tempestades, a luz que vence a escuridão, o amor que conforta e acolhe. O bem que disseminarmos, afinal, também se refletirá em nossas vidas e na vida de quem caminha conosco e é dessa forma que não nos demoraremos nas noites frias que virão.

Imagem: OBprod/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

Recent Posts

Uma cena sensual virou um dos momentos mais famosos do clássico com Jamie Lee Curtis, e por um detalhe fora do esperado

Quando True Lies chegou aos cinemas, em 1994, James Cameron já tinha no currículo filmes…

22 horas ago

Diana chorou ao se despedir de Charles, mas só anos depois explicou o que tinha acontecido antes

Uma das imagens mais conhecidas do início do relacionamento entre Diana Spencer e o então…

23 horas ago

Após o parto, o silêncio na sala fez esta mãe perceber que algo estava diferente com a filha

Durante a gravidez, os exames de Eliza Bahneman não indicavam que sua filha nasceria com…

23 horas ago

Mesmo sabendo que a filha não sobreviveria, Emma levou a gravidez adiante: Hope viveu apenas 74 minutos mas salvou a vida de dezenas de bebês

Emma Lee recebeu ainda durante a gravidez uma notícia que mudou completamente a expectativa em…

2 dias ago

Banheiro limpo e mosquinhas aparecendo? A explicação está em uma parte de lá que você não enxerga

Elas são pequenas, ficam quase sempre paradas nas paredes e costumam aparecer perto da pia,…

2 dias ago

Um simples teste de elenco mudou o rumo desta comédia e ajudou a lançar uma futura estrela

Antes de Michael Keaton se transformar em Beetlejuice ou vestir o uniforme do Batman, ele…

2 dias ago