Ao perceber o peso implacável do tempo sobre o corpo, penso numa frase clichê frequentemente utilizada por quem já deixou a juventude para trás.
“Ah como seria bom ter a cabeça de agora e o corpo de 20 anos.”
De fato, os anos nos trazem experiência de vida no mesmo passo em que o corpo parece, simplesmente, oxidar. Mas, enquanto o avançar dos anos, invariavelmente, corrompe a integridade do corpo físico, nem sempre eles nos trazem maturidade emocional.
Descobri que passamos a vida inteira tratando experiência e maturidade como sinônimos para então constatar que pessoas muito experientes podem se tornar arrogantes, intolerantes e excessivamente seguras, mas pessoas maduras se tornam calmas, humildes e assertivas.
Descobri que ter experiência é saber sobre as coisas da vida, mas ter maturidade é poder compreendê-las.
Descobri que a experiência pode nostornar dogmáticos, mas a maturidade nos torna humanos, acolhedores da diversidade.
Descobri que pode existir pessoas jovens emocionalmente maduras e sexagenários emocionalmente infantis e que muitos de nós, a despeito do fato que aos 25 anos acreditávamos saber tudo sobre a vida, aos 50 concluímos que, no que diz respeito à maturidade emocional, somos mesmo recém-nascidos.
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