A dona de casa Zeli dos Anjos, sobrevivente do envenenamento que vitimou quatro pessoas de sua família, falou pela primeira vez sobre o crime em depoimento ao programa Fantástico. O caso, ocorrido em Torres (RS), tem como principal suspeita Deise Moura dos Anjos, nora de Zeli, que foi encontrada morta na prisão nesta semana.
“Eu sabia que ela era má, mas nunca imaginei que chegaria a esse nível”, desabafou Zeli. “Quando penso que ela tirou as quatro pessoas mais importantes da minha vida…”, completou, emocionada.
O envenenamento aconteceu em 23 de dezembro, quando Zeli e seus familiares se reuniram para uma tradicional ceia com bolo de reis. Após consumirem as primeiras fatias, sete pessoas passaram mal. As irmãs de Zeli, Maida e Neuza, e sua sobrinha Tatiana faleceram. Apenas Zeli, Jefferson (marido de Maida) e o filho de Tatiana, de 11 anos, sobreviveram. João, marido de Neuza, escapou por não ter comido o bolo.
Zeli ficou internada por 19 dias. Inicialmente tratado como intoxicação alimentar, o caso teve uma reviravolta quando exames confirmaram a presença de arsênio no sangue e na urina das vítimas.
A investigação revelou que Deise nutria um forte ressentimento contra a sogra. Segundo o delegado Marcos Vinícius Muniz Veloso, a própria suspeita admitiu chamá-la de “naja” em tom de deboche.
A polícia encontrou provas contundentes contra Deise ao recuperar seu histórico de pesquisas na internet, que incluía buscas sobre “arsênio”, “veneno para o coração” e “veneno para matar humanos”. Além disso, constatou-se que a mulher adquiriu arsênio pelo menos duas vezes.
Em 31 de agosto, Deise levou leite em pó envenenado para os sogros. Dois dias depois, Zeli e seu marido, Paulo Luiz dos Anjos, passaram mal. Zeli se recuperou, mas Paulo faleceu em 3 de setembro, com causa de morte registrada como “infecção alimentar”.
Meses depois, Deise voltou a se encontrar com a sogra e contaminou a farinha utilizada na receita do bolo de reis, resultando nas novas mortes.
Detida na Penitenciária Feminina de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, Deise foi encontrada morta dentro da cela. O laudo de necropsia confirmou o enforcamento. Em uma camiseta, ela escreveu que não era assassina e deixou outras anotações.
O advogado de defesa, Cassyus Pontes, afirmou que Deise sofria de depressão e destacou que a prisão agravou sua condição psicológica. Em nota, a Polícia Penal do Rio Grande do Sul informou que a detenta havia recebido atendimentos psicológicos e apresentava comportamento estável.
A polícia concluiu que Deise envenenou nove pessoas, matando quatro delas. O inquérito será arquivado, mas o caso acendeu um alerta sobre a facilidade de acesso a substâncias perigosas pela internet, surpreendendo até mesmo os investigadores.
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