Por Silvia Malamud
“O mecanismo perverso visa aprisionar o outro num sistema sutilmente violento onde a principal arma é a inserção do sentimento de culpa, a desqualificação e a negação de tudo que signifique a identidade do parceiro.”
Você sabe o que é ser prisioneiro psicológico da trama secreta e obscura de outro alguém?
Já teve ou está numa relação onde se sente preso e sem liberdade para ser você desde os aspectos mais simples até nos mais profundos do seu ser? Sempre abre mão dos seus desejos e escolhas em nome de acertar a sua relação com o outro, sentindo-se sempre devedor de algo não palpável?
Percebe ser freqüentemente julgado e criticado sem se quer ter errado?
Costuma ter dificuldade para discernir se seus sentimentos sobre sua liberdade são verossímeis ou não…
Sente dúvida sobre si mesmo a ponto de se sentir culpado?
Sente-se obrigado a fazer coisas em conjunto que pelo seu estilo de personalidade não gostaria de fazer nem junto e nem separado…?
Fica preso como se andando em círculos se repetindo neste tipo de situação desagradável para você?
Se as respostas forem positivas é bem provável que você esteja sendo mais uma vitima desse tipo de sequestro emocional.
. Em geral, são pessoas com carências afetivas importantes, pessoas de boa índole com certa dose de ingenuidade em relação ao outro e benevolência acima do limite.
. Pessoas sem malícias maiores.
. Pessoas que acreditam que a doença emocional sempre vai morar ao lado e nunca na própria casa onde se vive.
O primeiro passo é o da sedução sem limites.
O sequestrador se transforma naquilo em que a vítima mais necessita no momento e nunca as promessas são falsas, sempre as cumpre. As ofertas vêm desde suprimento de carência afetiva, a oferta de trabalho, dinheiro, roupas, viagens, etc.
“O problema começa quando o preço oculto neste pacote de suposta bondade, doação e boa vontade começam a ser cobrados num padrão de sofisticação intelectual em que a vítima dificilmente consegue discernir como sendo algum tipo de cobrança, mas sente-se culpada e na obrigação de servir aos desejos e reclamações do parceiro”.
Este por sua vez, num mecanismo perverso, visa aprisionar o outro num sistema sutilmente violento onde a principal arma é a inserção do sentimento de culpa, a desqualificação e a negação de tudo que signifique a identidade do parceiro.
Como resultado, uma importante quebra da auto-estima e confiança se estabelece somando-se ao entendimento de que só se sobrevive psiquicamente através da dependência emocional e dos ditames do suposto sequestrador.
. Em primeiro lugar, é preciso se ter plena consciência de que algo está errado. Que as sensações diárias não estão nada boas e que algo deve ser feito, mesmo que não se tenha clareza sobre a totalidade da situação.
. Em segundo, saber que podemos fazer escolhas na vida, por mais difíceis que elas possam parecer.
. Em terceiro, se estiver muito confuso e com dificuldades para discernir o certo do errado, o justo do injusto e sentir um constante desconforto, não deixe de buscar auxílio de amigos, se tiver, de uma convicção religiosa e sempre busque apoio num processo terapêutico.
Os danos causados pro este tipo de vivência se forem por período demasiado longo, podem ser devastadores na vida de uma pessoa.
Lembre-se, sua vida é única e que estamos aqui para sermos felizes de verdade. Não se acostume com o que não lhe faz bem, tudo pode mudar para melhor.
Ouse e conquiste.
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