Larissa Dias

Sejamos nosso próprio padrão de beleza!

No último sábado, assisti um filme no Netflix que me fez refletir. O nome do filme é “Felicidade por um fio”.

O filme conta a história de uma publicitária perfeccionista. Vaidosa ao extremo, tem problemas em seus relacionamentos, pois, não consegue ser ela mesma. Ela sente a necessidade de ser perfeita o tempo todo, e ignora o prazer de sentir-se linda sem maquiagem, e cabelo arrumado.

Após algumas lágrimas, ela decidiu raspar seu cabelo em busca de autoconhecimento, e percebeu, que o cabelo é a moldura da mulher, porém, não é tudo.

Me identifiquei com o filme. Quando era mais nova, era muito perfeccionista com minha aparência. De certa forma, isso me fazia mal. Pode parecer vaidade, entretanto, sofria de baixa autoestima.

Para vocês terem uma ideia, deixei de sair, pois, achei que não estava linda o suficiente para tal ocasião.

Olho para trás, e percebo a quão julgada fui por mim mesma. Queria ser perfeita o tempo todo, sabendo que ninguém é perfeito.
Podemos nos arrumar, contudo, não podemos deixar que nossa aparência nos controle.

Haverá momentos em que certas ocasiões revelarão nosso cabelo desmanchado, nossa cara amassada, e nossa face natural. E está tudo bem.

A sociedade prega que devemos seguir padrões. Ela prega que devemos ter uma barriga sarada. Ela prega que devemos usar as melhores roupas, porque, só assim, seremos notados. Ela pega que devemos esconder as marcas de nossa face. Ela prega que devemos usar os produtos mais caros em nossos cabelos, pois, só assim, não “armarão”. E a beleza natural, onde fica?

Sim, a sociedade diz. Mas, quem é a sociedade para dizer o que devemos fazer?

Após alguns anos, entendi que antes da beleza exterior, devo valorizar minha beleza interior. Meus cabelos que antes eram alisados, estão naturais. E foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. Sinto-me leve, e muito mais feliz.

Não estou dizendo que devemos parar de nos arrumar, no entanto, podemos ser quem quisermos ser. Não temos a obrigação de seguir nenhum tipo de padrão. Ignoremos a sociedade padronizada, e sejamos nosso próprio padrão de beleza.

***

Photo by José Ignacio García Zajaczkowski on Unsplash

Larissa Dias

Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora dar boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa.

Share
Published by
Larissa Dias

Recent Posts

O QUE A MP Nº 1.394 MUDOU PARA O PIX, O CARTÃO E O SALDO DE QUEM APOSTAVA

Entre aspas, o texto da Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026,…

18 horas ago

Há um rosto escondido no desenho do moinho e ele NÃO aparece onde você olha primeiro

Uma antiga construção de pedra, uma roda de moinho movimentada pela água e um riacho…

1 semana ago

Quantos cães aparecem nesta imagem? Sua resposta corresponde a uma faixa de idade mental neste teste

Uma imagem aparentemente simples, formada por silhuetas de cães em preto e branco, está desafiando…

1 semana ago

Nem piolho, nem ferida: o pequeno visitante que pode aparecer na cabeça das crianças (e o pais precisam saber!)

Ao separar os cabelos de uma criança, encontrar um pequeno animal preso ao couro cabeludo…

1 semana ago

Duas pessoas atravessam o rio neste desafio visual, mas há um terceiro personagem difícil de notar

Uma ilustração em preto e branco, aparentemente simples, esconde um detalhe que pode passar despercebido…

1 semana ago

Eles se conheceram no auge da fama e enfrentaram até a investida de um galã de Hollywood

Em 1º de setembro de 2026, Barry Gibb teve dois motivos especiais para comemorar: completou…

1 semana ago