Conexões afetivas são tão raras e belas, quanto inesquecíveis. Aquela sensação de pertencimento e liberdade ao mesmo tempo; aquela certeza de ter um colo para dar e receber no final do dia; aquele conforto de saber que haverá quem nos ouça, por mais silenciosos que estejamos; aquela situação mágica na qual se conversa por meio de olhares, sem emitir uma única palavra… isso é tão extraordinariamente perfeito que eu me arriscaria a dizer que quase não passa de um sonho bom.
Os amores e as relações da vida real são indiscutivelmente imperfeitos, cheios de desafios e reviravoltas. Some-se a essa instabilidade a nossa teimosia em projetar no outro nossas mais íntimas e secretas necessidades, acrescente-se a isso a nossa falta de repertório afetivo que nos faz facilmente reféns de armadilhas sedutoras, tecidas de fantasias de amor ideal, romântico e cinematográfico.
O resultado desse descompasso entre realidade possível e idealização maravilhosa é o desencontro. Vivemos nos desencontrando… de nós mesmos, de nossas missões, de nossas possibilidades e formas bonitas de nos conectar com o outro. Vivemos nos esbarrando em expectativas que nos levam ao chão com a facilidade de um piso liso e ensaboado. Vivemos andando em ruas paralelas aos caminhos necessários às nossas vivências com potencial para serem transformadas em bem querer, intimidade e entrega consciente.
Mergulhados em tolas ilusões, entregamos nas mãos alheias o nosso destino. E ficamos assim, quietinhos, silenciosos e omissos, esperando que o outro nos desembrulhe e nos apresente a uma vida cheia de felicidade. Fechamos os olhos, apaziguados numa permissividade infantil e ingênua, crentes de que a nossa realização afetiva depende de sermos aceitos, afagados, incluídos e protegidos por outros braços, espaços e abraços que não os nossos próprios.
Encharcados de uma chuvinha intermitente de gotas de alienação emocional, abrimos mão de nos responsabilizarmos por nossa entrada, estada e retirada dos espaços afetivos daqueles que nos cercam. E, se não tomarmos consciência disso, em pouco tempo estaremos diluídos e aguados, incapazes de entender que a rejeição partiu de nós, em primeira instância. Em muitas situações, somos nós que determinamos se outro terá poder e permissão para nos rejeitar ou não.
A rejeição provoca marcas indeléveis na alma da gente. Por isso, precisamos emergir desse lugar de vitimização, para tomarmos posse de nossos corpos, mentes e sentimentos a fim de superar a dor de não termos sido escolhidos. Precisamos nos reencontrar com urgência, antes que sejamos tragados pela tentadora escolha de culpar os outros pela bagunça que nós mesmos causamos em nossas próprias vidas. Amar-se não é uma tarefa fácil, requer de nós coragem para nos concedermos os indispensáveis perdões e a leveza de alma que nos permita tirar das mãos alheias o direito de se desfazer de nós.
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