Marcel Camargo

Priorize sua família: ela sempre estará lá, mesmo quando não houver mais ninguém

Sempre que a vida disser não, que a noite não tiver fim, que o nó sufocar o nosso peito, poderemos retornar ao nosso início, ao nosso refúgio afetivo incondicional, qual seja, o colo de nossos pais, mesmo que somente em nossas lembranças.

A gente leva muito tempo, até que perceba o quanto nossa família é importante. E tem quem ainda nunca chegue a essa percepção da real necessidade de cultivarmos o amor por aqueles que são nossos familiares, sejam eles parentes pela família, sejam pelos laços da vida. Porque também tem família que a gente escolhe.

Principalmente em nossa adolescência, passamos a nos importar muito mais com os amigos do que com quem mora ou vive conosco, porque queremos ser aceitos pelo grupo e porque achamos que ninguém nos conhece melhor do que nossos colegas. Além disso, exatamente na fase em que desejamos experimentar a tudo e a todos, nossos pais são aqueles que nos impõem os limites que queremos ultrapassar.

Por essa razão é que nos rebelamos contra aqueles que cerceiam a liberdade extrema pela qual ansiamos quando jovens, incluindo nossos pais e autoridades em geral. Dependendo da personalidade de cada um, essa rebeldia será mais ou menos extremosa, mas não há adolescente que não entre em choque com as gerações anteriores. Assim é que as coisas evoluem, que as ideias se oxigenam, que cada um ocupa seu lugar no mundo e na história.

No entanto, enquanto amadurecemos, vamos percebendo que nem todo mundo é tão amigo assim, que precisávamos de limites, que nossos pais agiram por amor e, se erraram, é porque são simplesmente humanos. O tempo nos traz essa percepção de que serão poucos aqueles com quem poderemos realmente contar e que muito provavelmente nossa família estará entre esses poucos.

Amigos vêm e vão, relacionamentos podem acabar, nada é certo neste mundo. Entretanto, sempre que a vida disser não, que a noite não tiver fim, que o nó sufocar o nosso peito, poderemos retornar ao nosso início, ao nosso refúgio afetivo incondicional, qual seja, o colo de nossos pais, o abraço de nossos irmãos. Mesmo quando já tiverem ido, lembrar o quanto aquele abraço nos protegia de tudo fará muita diferença em nossos recomeços. É assim que a gente retorna à vida.

Imagem de capa: Photographee.eu/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

Recent Posts

Por que tantas pessoas emocionalmente fortes estão entrando em colapso silenciosamente? Psicóloga Josie Conti explica

Existe um tipo de sofrimento emocional que quase ninguém percebe de imediato. Ele não costuma…

7 horas ago

Qual arquétipo feminino rege sua personalidade? Escolha 1 deusa e descubra

Tem imagens que funcionam quase como um espelho simbólico. A gente olha rápido, acha que…

14 horas ago

Como é o local nas Maldivas onde cinco turistas perderam a vida ao mergulhar

O que existe abaixo das águas cristalinas onde turistas se aventuraram e perderam a vida…

1 dia ago

Irreconhecível ou igual? Veja como está hoje o grande galã dos dramas da TV aos 77 anos!

Será que adivinha quem é? O maior galã da TV reapareceu aos 77 anos com…

2 dias ago

Se nos armários da sua casa surgirem estes insetos… você pode estar ignorando um sinal importante dentro da sua casa

Se este inseto misterioso aparecer na parede... significa que a sua casa está te dando…

2 dias ago

A erva que muita gente tem em casa pode ajudar contra fungos, bactérias e dores inflamatórias

Pouca gente sabe, mas essa erva comum tem compostos ligados ao combate de fungos e…

2 dias ago