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“Pretinho”, o cachorro que acompanha fielmente seu dono durante seu trabalho como gari.

Alcenir Aguiar de Oliveira, conhecido por seus amigos e colegas de trabalho como ‘Mineiro’, trabalhou varrendo as ruas durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e foi aí que conheceu seu fiel companheiro, Pretinho.

Dizem que o Mineiro ganhou um importante prêmio nesses Jogos Olímpicos, algo maior que uma medalha: um amigo fiel e leal.

Durante um dia de trabalho, Mineiro varria as ruas do Parque Olímpico Deodoro, na Zona Oeste do Rio. E quando percebeu, havia um cãozinho abandonado observando-o de um beco.

“Eu fui trabalhar na Olimpíada a serviço da Comlurb e o encontrei pequenininho, abandonado em um posto de gasolina. Estava doente”, contou.

Uma conexão especial nasceu imediatamente e Mineiro sentiu que precisava ajudar o pequenino.

Decidido, Mineiro levou o cão para casa e cuidou para que se recuperasse. Em quase 3 anos de convivência, o carinho cresceu e hoje o gari considera Pretinho como um filho.

“Levei ele para casa e hoje é como se fosse uma medalhinha de ouro que eu levei para mim. É um cachorrinho que me dá reconhecimento, carinho e atenção”, destacou.

E a proximidade entre os dois aumentou quando Pretinho começou a sair para “trabalhar” com Mineiro. Ele o acompanha na rotina de varrer ruas no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste, uma ou duas vezes na semana. A ideia de levá-lo ao trabalho foi motivada pela saudade que o cachorrinho sentia.

“Ele começou a vir trabalhar porque, quando eu venho no carro, ele quer vir. Fica desesperado. Está acostumado a andar comigo e ele vem. Ele não atrapalha em nada, fica quietinho me aguardando. Se está cansadinho ele me espera na sombra”, destacou.

Mineiro garante que o filhote tem tudo o que precisa durante os dias de trabalho, ele leva ração e água potável para que o cãozinho aguente passar o dia todo nas ruas, sendo seu companheiro. Para o homem, seu animal de estimação é como um filho.

Como Pretinho acompanha o trabalho de limpeza, nada mais justo que também tenha um uniforme. Com uma camisa velha da roupa da Comlurb e a ajuda de uma costureira, o cachorro ganhou a roupinha de ajudante há um mês. Foi o suficiente para que o animal se tornasse a sensação do bairro.

“As pessoas param aí, saem do carro correndo para abraçar ele, para tirar foto, as pessoas se encantam”, explicou Mineiro.

Para ele, o amor do cachorro não tem preço. “O Pretinho para mim é tudo. É a minha alegria total. Se você me der um prêmio da Mega-Sena por ele, eu não quero”, finalizou.

Eles são companheiros inseparáveis e ótimos amigos de trabalho.

 

Com informações de G1
Ana Carolina Conti Cenciani

Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.

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