Por que mantemos esse péssimo hábito de insistir em quem nos oferece tão pouco? Mas falo de oferecer no sentido da gentileza mesmo, da cumplicidade. Não é nem necessariamente sobre troca, sobre reciprocidade. Isso já são comportamentos que se não estão dentro da pessoa nem vale a pena começar alguma coisa. O ofertar que estou descrevendo é mais em relação a intimidade e a sensibilidade que merecemos reconhecer em todos os relacionamentos que estamos entregues. Se não tem nada disso, se ficamos constantemente preocupados com o que pode ser dito ou feito e se outro vai entender, vai participar, vai apoiar, por que continuamos?
Não consigo acreditar que seja por um senso de trouxice. Eu realmente não compro uma ideia assim. Também custo a engolir que aceitamos algo parecido porque gostamos de sofrer, de rastejar pelo outro. Ninguém é tão dramático para enxergar romantismo numa prisão emocional assim. Pelo menos não deveria. Se você me perguntar, vou te responder que vejo e faço mais linha do “você precisa conhecer quem você é antes de tudo”. Antes de querer ser amigo (a), namorado (a), pacote completo. Não dá, e inclusive é completamente injusto, a gente manter uma expectativa sobre alguém de uma liberdade de sentimentos e atitudes que sequer aprendemos a formar e amadurecer em nós. Então, se for para insistir, insista em você. Depois você pensa, coloca na balança e decide se vale ou não o seu tempo e coração insistir em quem está te oferecendo tão pouco.
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