A vitamina E ganhou fama de “ouro da juventude” por um motivo bem direto: ela age como antioxidante e ajuda a reduzir o estrago causado pelos radicais livres — aquelas moléculas instáveis que aceleram o desgaste natural do organismo.
Por ser lipossolúvel (ou seja, “anda” junto com as gorduras), ela costuma ficar “de plantão” em áreas ricas em lipídios, como membranas das células e partículas de gordura que circulam no sangue.
No rótulo, você pode ver o nome técnico mais comum: alfa-tocoferol. E, apesar de muita gente associar a vitamina E só a cosméticos, ela também aparece em discussões médicas sobre proteção celular e processos inflamatórios ligados ao envelhecimento.
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Uma revisão publicada na Ageing Research Reviews descreve a vitamina E como um dos antioxidantes lipossolúveis mais potentes quando o assunto é envelhecimento e doenças degenerativas ligadas à idade.
Quando o tema vira coração e circulação, entra um ponto específico: a oxidação do LDL (o famoso “colesterol ruim”).
Há pesquisas que relacionam a vitamina E à redução dessa oxidação — um mecanismo que pode ter ligação com aterosclerose, embora os resultados em prevenção “na vida real” não sejam uniformes em todos os estudos.
Em revisões e discussões clínicas, ela aparece tanto pelo papel antioxidante quanto por possíveis efeitos adicionais no processo inflamatório da parede arterial.
Na pele, a conversa costuma ir para dois lados: proteção contra estresse oxidativo (que influencia textura, viço e sinais de envelhecimento) e suporte indireto à circulação/saúde vascular, já que a vitamina E circula com lipoproteínas e participa de reações que envolvem gorduras e membranas celulares.
O que dá pra dizer com segurança é que ela faz parte do “kit” que o corpo usa para segurar danos oxidativos — e isso tem reflexo visível em tecidos que vivem expostos, como a pele.
O melhor caminho para conseguir vitamina E costuma ser o mais simples: comida. Óleos vegetais (como canola e oliva), sementes, castanhas e nozes são fontes clássicas; folhas verdes, laticínios, carnes e cereais fortificados também entram na lista. Para adultos, a Mayo Clinic cita 15 mg/dia como recomendação diária.
Deficiência de vitamina E é bem incomum, mas pode acontecer em situações específicas, principalmente quando há dificuldade de absorver gordura.
Quando falta de verdade, pode aparecer dor/alterações nos nervos (neuropatia) e danos na retina (retinopatia), com risco de prejuízo visual.
Já a parte que merece cautela é a suplementação por conta própria.
Em forma de suplemento, doses altas podem aumentar risco de sangramento e até de AVC hemorrágico; por isso, o limite máximo tolerável para adultos citado pelo NIH (Office of Dietary Supplements) é de 1.000 mg/dia para suplementos, e o órgão também chama atenção para interações com remédios anticoagulantes/antiagregantes (como varfarina).
Se a pessoa usa “afinadores do sangue” ou já tem risco aumentado de sangramento, é o tipo de vitamina que pede conversa com médico antes de virar cápsula diária.
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Fonte: O Globo
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