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Por que cada vez mais pessoas acima dos 40 escolhem essas 5 profissões

Chegar aos 40 anos, olhar para a própria carreira e pensar “desse jeito não dá mais” tem se tornado bem comum.

Às vezes o problema é o cansaço de anos na mesma função; em outros casos, é a conta que não fecha, o medo de demissão ou a sensação nítida de que sua experiência poderia render mais em outro lugar.

O ponto é: a fase dos 40 em diante deixou de ser vista como “reta final” e passou a ser enxergada como terreno fértil para recomeços mais estratégicos e conscientes.

Essa mudança tem muito a ver com o que está acontecendo fora da sua vida também. O Brasil está envelhecendo, as pessoas vivem mais tempo e permanecem ativas por mais anos.

Ao mesmo tempo, a economia gira cada vez mais em torno de tecnologia, serviços personalizados e cuidado humano. Isso abre espaço para profissões que misturam três fatores que quem passa dos 40 valoriza muito: previsibilidade de renda, autonomia no dia a dia e respeito pela bagagem acumulada.

Dentro desse cenário, cinco caminhos aparecem com força para quem quer virar a chave: consultoria, trabalho por aplicativo, profissões técnicas, cuidado com idosos e vendas autônomas/representação comercial. A seguir, um panorama prático de cada um.

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Recomeçar depois dos 40: experiência como ativo, não como peso

Por muito tempo, ter mais de 40 significava disputar vaga sentindo que a idade jogava contra. Em vários setores isso ainda acontece, mas há um movimento claro na direção contrária: empresas, famílias e clientes estão aprendendo a valorizar alguém que já lidou com crises, erros, metas apertadas e convivência com pessoas muito diferentes.

Nessa faixa etária, muita gente já passou por demissão, mudança de área, empreendedorismo, retorno ao emprego fixo e uma boa quantidade de situações que não se aprende em curso nenhum. Isso pesa a favor em atividades que exigem confiança, leitura rápida de contexto, calma para tomar decisão e conversa olho no olho.

Outro ponto é a formação. Hoje existem cursos técnicos, especializações rápidas e treinamentos online que duram poucos meses e ajudam a encaixar competências antigas em funções novas. Em vez de voltar para uma graduação de quatro ou cinco anos, é possível direcionar o estudo para algo mais prático, que encurte o caminho até uma nova fonte de renda.

1. Consultoria: transformar experiência em serviço

Para quem já respirou anos de administração, finanças, gestão de pessoas, marketing, operações ou áreas correlatas, a consultoria costuma ser o primeiro caminho que vem à cabeça — e com motivo.

Empresas menores, com estrutura enxuta, muitas vezes não conseguem manter um profissional sênior na folha de pagamento. Mesmo assim, elas precisam de alguém que ajude a organizar processos, entender números, treinar equipes ou destravar vendas. É aí que entra o consultor.

Na prática, o trabalho costuma envolver:

  • Diagnosticar problemas (desorganização, falta de controle financeiro, dificuldades de liderança, queda de vendas);
  • Propor ajustes viáveis dentro da realidade do negócio;
  • Acompanhar a implementação por um período definido.

É possível atuar sozinho, em parceria com outros profissionais que se complementam (por exemplo, alguém forte em gestão + alguém forte em marketing) ou ligado a uma consultoria maior. O atendimento pode ser totalmente online, presencial ou misto, o que amplia a área de atuação para além da própria cidade.

Um diferencial importante para quem recomeça nessa área aos 40 é o networking acumulado: ex-colegas, clientes antigos, fornecedores e parceiros podem virar a primeira carteira de clientes. A transição costuma ser mais suave quando a pessoa começa a atender como consultor em paralelo ao emprego, testando o modelo antes de apostar tudo.

2. Trabalho por aplicativo: entrada rápida e controle de agenda

O crescimento de apps de transporte, entrega de refeições, mercado e encomendas abriu um tipo de ocupação que, goste-se ou não, virou parte relevante da economia brasileira. Para quem passou dos 40 e precisa gerar renda com urgência, dirigir ou entregar por aplicativo tem algumas características que chamam atenção.

Entre elas:

  • Começo relativamente rápido: a exigência formal é menor do que em empregos tradicionais; em geral, é preciso veículo, documentação em dia e cadastro aprovado;
  • Controle de horários: a pessoa decide quando liga e quando desliga o app, o que ajuda quem precisa conciliar trabalho com estudos, filhos, tratamento de saúde ou outro projeto;

Possibilidade de renda diária, com saques frequentes.

Por outro lado, há pontos importantes para avaliar com cuidado: custos de combustível, manutenção, taxas da plataforma, impostos, riscos de segurança e flutuações na demanda. Quem entra nesse mercado após os 40 costuma se dar melhor quando encara a atividade como negócio, não como “bico”, calculando gasto por quilômetro, escolhendo horários de maior movimento e combinando aplicativos para não rodar vazio.

Para alguns, os apps acabam virando ponte: ajudam a segurar as contas enquanto a pessoa se prepara para outra transição, faz curso técnico, monta uma pequena empresa ou testa outra área.

3. Profissões técnicas: demanda constante e possibilidade de empreender

Serviços de manutenção elétrica, hidráulica, refrigeração, instalação de sistemas de segurança, reparos em geral e manutenção predial raramente ficam sem procura. Empresas, condomínios e residências sempre têm algo quebrando, precisando ser instalado ou revisado.

Em muitas cidades, a queixa é a mesma: falta profissional de confiança com agenda disponível. Para quem está recomeçando após os 40, esse grupo de profissões tem vantagens bem concretas:

Formação focada em prática, por meio de cursos técnicos ou profissionalizantes de curta duração;

Possibilidade de atuar como autônomo, microempreendedor individual ou prestador de serviço terceirizado;

Atendimento tanto para pessoa física quanto para empresas, o que ajuda a montar uma base diversificada de clientes.

Boa parte dos cursos já inclui treinamento em laboratório ou oficina, o que é ideal para quem nunca trabalhou com ferramentas ou instalações. Com o tempo, muitos profissionais passam a:

  • Montar pequenas equipes próprias;
  • Fechar contratos recorrentes com condomínios e comércios;
  • Oferecer pacotes de manutenção preventiva, o que dá mais previsibilidade de receita do que depender só de chamados emergenciais.

Para quem vem de outra área e quer algo mais “pé no chão”, com demanda visível na cidade, esse tipo de profissão costuma ser uma escolha sólida.

4. Cuidado com idosos: trabalho em crescimento e valor para a maturidade

O aumento de pessoas com 60, 70, 80 anos ou mais gera uma demanda direta por cuidadores, acompanhantes e profissionais de apoio à rotina de idosos. Famílias com pais ou avós que precisam de ajuda diária nem sempre conseguem oferecer esse cuidado sozinhas e recorrem a alguém preparado para isso.

Aqui, a idade acima dos 40 costuma ser vista como ponto positivo, não como problema. Maturidade, senso de responsabilidade, paciência e capacidade de lidar com situações delicadas contam muito na escolha.

O trabalho pode incluir:

  • Acompanhamento em casa, em clínicas ou instituições de longa permanência;
  • Auxílio em atividades básicas (higiene, alimentação, locomoção);
  • Organização de medicações, com atenção a horários;

Observação do estado geral, comunicando à família ou à equipe de saúde qualquer mudança relevante.

Existem cursos específicos para cuidadores de idosos, oferecidos por escolas técnicas, hospitais-escola, entidades sociais e instituições privadas. Esses cursos abordam noções de saúde, ética, postura profissional e limites de atuação (o cuidador não substitui enfermeiro ou médico, mas complementa o cuidado).

Para quem já lidou com parentes idosos ou sempre teve facilidade em conviver com pessoas dessa faixa etária, esse recomeço pode unir renda, propósito e aproveitamento da maturidade emocional.

5. Vendas autônomas e representação comercial: renda ligada à rede de contatos

Ao longo da vida profissional, é comum construir uma rede que passa por empresas, associações de bairro, igrejas, escolas, clubes, negócios locais e conhecidos de longa data. Depois dos 40, esse círculo de relacionamento pode virar base para trabalhar com vendas autônomas ou representação comercial.

Alguns caminhos possíveis:

  • Vender diretamente produtos de cosméticos, bem-estar, alimentação, moda, educação, tecnologia, seguros, entre outros, usando contato pessoal, redes sociais e catálogos digitais;
  • Atuar como representante comercial de uma marca, visitando pontos de venda, negociando condições e acompanhando resultados.

Em geral, o modelo oferece:

  • Organização flexível de horário;
  • Ganho ligado ao volume de vendas ou à carteira de clientes;
  • Possibilidade de começar em paralelo a outra fonte de renda e ir ajustando o peso de cada uma.

Quem já trabalhou com atendimento ao público, negociação, gestão ou liderança costuma se adaptar com mais naturalidade, porque já está acostumado a ouvir necessidades, apresentar soluções e lidar com objeções.

O olhar mais maduro ajuda a escolher segmentos que façam sentido para o próprio contexto, evitando entrar em propostas confusas ou pouco transparentes.

Aos 40 ou mais, o recomeço costuma ser menos impulsivo e mais estratégico.

Em vez de trocar de profissão no escuro, o ideal é cruzar três perguntas: qual dessas rotas conversa com a história que você já tem, qual se conecta com a vida que você quer levar daqui pra frente e em qual delas você está disposto a investir energia real de aprendizado e adaptação?

Leia também8 tipos de profissionais que nenhuma empresa quer contratar – e como não entrar nessa lista

Fonte: RH Portal | Senado Federal

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Gabriel Pietro

Redator com mais de uma década de experiência.

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