Olho as minhas mãos: elas só não são estranhas
Porque são minhas. Mas é tão esquisito distendê-las
Assim, lentamente, como essas anêmonas do fundo do mar…
Fechá-las, de repente,
Os dedos como pétalas carnívoras !
Só apanho, porém, com elas, esse alimento impalpável do tempo,
Que me sustenta, e mata, e que vai secretando o pensamento
Como tecem as teias as aranhas.
A que mundo
Pertenço?
No mundo há pedras, baobás, panteras,
Águas cantarolantes, o vento ventando
E no alto as nuvens improvisando sem cessar.
Mas nada, disso tudo, diz: “existo”.
Porque apenas existem…
Enquanto isto,
O tempo engendra a morte, e a morte gera os deuses
E, cheios de esperança e medo,
Oficiamos rituais, inventamos
Palavras mágicas,
Fazemos
Poemas, pobres poemas
Que o vento
Mistura, confunde e dispersa no ar…
Nem na estrela do céu nem na estrela do mar
Foi este o fim da Criação!
Mas, então,
Quem urde eternamente a trama de tão velhos sonhos ?
Quem faz – em mim – esta interrogação?
Mário Quintana
Se toda vez que você tenta se priorizar surge culpa, desconforto ou a sensação de…
Psicóloga faz alerta sobre o vazio que muitas mulheres sentem e não comentam
Psicóloga revela as 5 frases típicas ditas por quem não ama mais o parceiro
Essa imagem revela se você busca validação ou protege sua tranquilidade
Milhares fazem isso no salão toda semana sem saber do risco MUITO grave envolvido
Agora é lei em SP: pets poderão ser enterrados no jazigo da família; entenda as…