Por Lúcia Costa
Du tinha cinco anos e Bya, uns quatro. Sentados no batente de casa, planejavam a vida para amanhã. Não conheciam o calendário anual com todos aqueles números e nomes para os dias da semana; conheciam o amanhã, somente. Era o tempo que acontecia, próximo e instantâneo.
Du, com as mãos sobre os joelhos, confessa a Bya.
_ Quando crescer, daqui a um monte de amanhã, quero ser um carro.
_ Carro? Pergunta Bya com os olhos arregalados.
_ Sim, para andar por todas as estradas, olhando os passarinhos nas árvores. E você, Bya, o que vai ser quando crescer? O que quer ser quando o amanhã tiver filhotes?
_ Posso ser mais de uma coisa?
_Pode.
_ Então quero ser as estradas, o passarinho e a árvore.
E os dois se olharam, sabendo que o amanhã era de verdade.
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