Por Lucas Félix
O tempo passa, e cada década novos costumes são formados, alguns valores abandonados… E a tragédia de uma geração torna-se a piada da seguinte… Tratando de relacionamentos ou “ficadas”, “rolos”, depende do ponto de vista e da geração de cada um, percebi que nesse quesito existe algo em extinção, o famoso: FORA.
O “fora” foi muito usado para explicar o “pé na bunda” que demos ou levamos de alguém; e se define como sendo o momento em que você comunica ao ser interessado o seu desinteresse. Sempre as mesmas desculpinnhas: “eu tentei”, “não sei por que você tinha que aparecer agora”, “eu não estou nesse momento”, “não é com você, é comigo”, “acabei de sair de um relacionamento e meu ex ainda mexe comigo”. Tudo isso para dizer “não quero mais você”… Pára rir ou não? Isso daria um bom stand-up se não fosse uma crônica séria… É sobre esse momento épico que escrevo, ele é o protagonista em extinção. Legal né? Em SP não precisamos mais nos dar ao trabalho. Vou ensinar como é o novo “fora”. Não ligue. Não atenda o celular. Exclua do facebook e pare de seguir no twitter, ou simplesmente fique mudo, não responda as mensagens SMS.
Evite os bares que o fulano (a) freqüenta por duas semanas. Caso encontre o individuo – sorria e não pergunte se está tudo bem. E se ele perguntar diga “tudo sim”… Sem o “e você?”. Não dê margem para dialogo e vá fumar um cigarro. Agora se você quiser magoar a outra pessoa, pode se despedir depois do sexo assim “tchau, a gente se fala”. Bingo! É trauma na certa e anos de terapia. E quem sabe, dificuldades de se envolver novamente.
Não existe mais o tal “fora”, não temos tempo para isso. Pra quê se dar ao trabalho, afinal, o outro não importa mais e nem merece saber os motivos pelo qual não deu certo. Quanto menos explicações melhor (ironias a parte). Como diz minha amiga Sofia, quem se importa?
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Texto publicado com a autorização do autor
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