Repare: o McDonald’s continua em todo canto, muda cardápio, muda campanha, muda fachada… mas aquele rosto que já foi “o” símbolo da marca ficou cada vez mais raro.
Ronald McDonald, que durante décadas aparecia em comercial, evento e ação com criança, foi saindo de cena sem alarde — e muita gente só percebeu quando já tinha virado ausência.
O detalhe é que não aconteceu um “adeus” com direito a anúncio e data marcada. Não teve comunicado dizendo “acabou”.
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O que rolou foi um sumiço gradual: menos aparições, menos destaque, menos presença em ações públicas. E quando as pessoas começaram a perguntar “ué, cadê ele?”, a resposta já estava no contexto cultural do momento.
Ronald nasceu como peça-chave do marketing da rede nos anos 1960 e virou um personagem fixo das campanhas, especialmente quando a marca queria falar diretamente com o público infantil.
Ele aparecia ao lado de outros personagens criados para as propagandas e materiais promocionais, ajudando a transformar o fast food em um lugar “com personagens”, não só um restaurante.
Só que a maré virou forte em 2016. Naquele ano, pipocaram nas redes sociais fotos e vídeos de gente vestida de palhaço com aparência assustadora — no começo, parecia só provocação para viralizar.
Em pouco tempo, começaram relatos de pessoas fantasiadas abordando e intimidando outras perto de escolas e bairros residenciais, com casos citados em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.
A figura do palhaço, que antes era associada a festa infantil, passou a ser vista por muita gente como algo que dá arrepio.
Com esse clima, o McDonald’s preferiu não bancar o risco. A empresa declarou que estava atenta ao “ambiente atual” envolvendo aparições de palhaços e que teria cautela com a participação do personagem em eventos comunitários.
Na prática, foi um freio: o personagem ficou fora do foco e, em vários mercados, desapareceu das grandes campanhas.
E tem um ponto importante: a onda dos “palhaços assustadores” foi o gatilho, mas não foi a única razão. Já havia um reposicionamento acontecendo antes disso.
A comunicação da rede começou a apostar mais em temas como ingredientes, informações nutricionais, mudanças nas lojas e uma conversa mais direta com adolescentes e adultos.
Nesse cenário, um mascote com visual caricato, pensado para atrair crianças, começou a fazer menos sentido como peça central.
Por isso, o Ronald não foi “apagado” oficialmente — ele só deixou de ser prioridade. O personagem ainda aparece ligado a ações sociais, especialmente nas iniciativas da Ronald McDonald House Charities (instituição associada ao nome da marca em vários países).
Mas voltar ao papel de estrela de comercial, como nos anos 80, 90 e começo dos 2000, hoje parece pouco provável: a publicidade atual tende a evitar símbolos que possam gerar leitura ambígua e prefere campanhas mais pé-no-chão, com foco em produto, experiência e imagem pública mais neutra.
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