Carlos Lobato, nascido em 1962 em Lisboa, teve o privilégio de fazer farte de uma geração jovem que viveu a transição do antigo regime em Portugal para a nova democracia, em Abril de 1974. Tempos conturbados de escola, onde o caos imperou durante alguns anos de liceu, mas com a sorte e aproveitamento de entrada no país “da cultura que se fazia lá fora”, assim como o desenvolvimento nacional das artes da escrita, música, teatro, pintura, que aos poucos foram conquistando o espaço cultural nacional, tão vazio até então. Usufruiu do negócio livreiro do pai, na altura, onde o prazer pela leitura e escrita se enraizou pelo fácil acesso a obras literárias. A escrita sempre fez parte da sua vida, não se tendo nunca preocupado em guardar o que escrevia, até muito recentemente. Habita actualmente em Londres no Reino Unido. (Fonte)
Sinto-me nu.
Nudez embrionária,
recolhida ao vácuo.
A um útero feliz.
A nudez é uma parcela
tão imensa como a existência.
Uma aguarela incompleta.
Um esboço por decidir.
É a base.
Sim, claro que é a base.
Um invólucro comercial,
ainda há quem a venda.
Sinto-me nu.
Sinto uma nudez interior.
Sinto quase tudo o que não devo.
Sinto por todos.
Por tudo e por nada.
Não sei se me decida.
Nem como, nem porquê!
Não me cortem o cordão.
Não me roubem o vácuo.
É meu!
Só meu!
Como todos os outros vácuos.
Deixem-me existir sózinho.
Isento.
Incógnito.
Nu!
Nota da CONTIoutra: O poema acima foi reproduzido com a autorização do autor.
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