Antes do café virar perrengue, dá para fazer uma checagem rápida do histórico do pretendente. Criado por brasileiras e lançado recentemente, o Plinq soma mais de 10 mil usuárias e consulta, em poucos segundos, se existem processos, mandados de prisão ou outras ocorrências judiciais vinculadas a alguém a partir de nome, CPF ou telefone.
A motivação veio de um caso que chocou o país: o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, em Mato Grosso do Sul, assassinada a facadas pelo ex-namorado. Uma das fundadoras, Sabrine Matos, relata que o agressor já tinha histórico de violência contra outras mulheres da família — informação que não estava ao alcance de Vanessa na época. A ideia do app nasce para reduzir esse tipo de cegueira de risco.
Na prática, o Plinq vasculha bases públicas de tribunais e registros oficiais. Não há acesso a sistemas privados nem a dados sob sigilo. A startup montou respaldo jurídico e acompanha de perto possíveis mudanças na Lei Geral de Proteção de Dados, justamente para manter o serviço dentro das regras enquanto facilita o acesso ao que já é público.
O uso é direto ao ponto: a usuária informa nome completo, telefone e data de nascimento — ou só o CPF — e inicia a busca. O retorno aparece com sinais visuais por cor; quando surge alerta vermelho, a recomendação é ligar o desconfiômetro e avaliar se vale seguir adiante com o encontro.
Relatos indicam impacto prático. Uma estudante do Recife conta que descobriu, via consulta, informações sobre um colega que a livraram de uma situação arriscada. Em São Paulo, outra usuária relata ter visto múltiplas acusações de violência doméstica no perfil de um match e decidiu encerrar o contato ali mesmo.
O modelo de cobrança funciona por créditos de consulta, mas há assinatura mensal. O plano mais procurado custa R$ 97 por mês e libera consultas ilimitadas — proposta pensada para que a pessoa verifique sempre que precisar, sem economizar na hora de se proteger.
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