Celebridades

A estrela de Baywatch que desapareceu da TV e hoje quase não é reconhecida nas ruas

Durante boa parte dos anos 1990, bastava um maiô vermelho e uma praia californiana para milhões de pessoas saberem qual programa estava no ar. Baywatch transformou seus atores em figuras reconhecidas internacionalmente, mas também os prendeu a uma imagem específica. Yasmine Bleeth conhece bem os dois lados dessa exposição.

Na foto registrada em 1993, ano em que completou 25 anos, ela aparecia no início de sua passagem pela série. Mais de três décadas depois, as raras imagens atuais causam surpresa em quem ainda guarda na memória aquela versão jovem da atriz. O afastamento, porém, não aconteceu por falta de trabalho: Bleeth decidiu abandonar a rotina de Hollywood enquanto enfrentava um período delicado de sua vida.

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Ela já trabalhava antes de Baywatch

Yasmine Amanda Bleeth nasceu em 14 de junho de 1968, em Nova York. Sua estreia diante das câmeras aconteceu quando ainda era bebê, em um comercial de xampu. Aos 16 anos, conquistou o papel de Ryan Fenelli na novela americana Ryan’s Hope, produção da qual participou entre 1985 e 1989.

Depois, interpretou LeeAnn Demerest em One Life to Live. Foi justamente após esse trabalho que surgiu a oportunidade de fazer uma participação como Caroline Holden em Baywatch. A personagem, apresentada como irmã da salva-vidas Stephanie Holden, ganhou espaço e Bleeth acabou incorporada ao elenco regular.

O programa acompanhava uma equipe de salva-vidas responsável por patrulhar as praias da Califórnia. Embora as histórias envolvessem resgates, crimes e relacionamentos, a produção ficou conhecida principalmente pelas cenas de corrida em câmera lenta e pelos maiôs vermelhos.

Exibida originalmente entre 1989 e 2001, Baywatch chegou a ser acompanhada por mais de 1 bilhão de espectadores por semana, segundo informações apresentadas no documentário After Baywatch: Moment in the Sun.

A fama de Yasmine Bleeth explodiu nos anos 1990

Bleeth interpretou Caroline Holden entre 1993 e 1997, começando como convidada e depois permanecendo nas temporadas seguintes. A personagem era uma salva-vidas determinada, que se mudou para a Califórnia após o fim de seu casamento e passou a trabalhar ao lado da irmã.

A atriz logo se tornou um dos nomes mais comentados do elenco. Revistas e programas de entretenimento da época frequentemente a apresentavam como símbolo de beleza, colocando seu nome ao lado de Pamela Anderson, David Hasselhoff e outros integrantes conhecidos da produção.

Ao deixar Baywatch, Bleeth ainda tinha uma carreira promissora. Entre 1998 e 2000, viveu a inspetora Caitlin Cross na série policial Nash Bridges, contracenando com Don Johnson. Também apareceu no filme de comédia BASEketball e protagonizou Titans, novela do horário nobre produzida por Aaron Spelling.

Enquanto sua imagem continuava circulando em revistas e campanhas publicitárias, sua vida pessoal começava a sair do controle.

O vício que interrompeu sua carreira

No fim dos anos 1990, Yasmine Bleeth desenvolveu dependência de cocaína. A situação se agravou a ponto de afetar sua saúde, seus relacionamentos e sua capacidade de manter a rotina profissional.

Em dezembro de 2000, ela decidiu procurar ajuda em uma clínica de reabilitação em Malibu. A primeira tentativa de recuperação não resolveu o problema por completo. Em setembro de 2001, a atriz perdeu o controle do carro e saiu da estrada enquanto dirigia no estado de Michigan.

A polícia encontrou cocaína e objetos relacionados ao consumo da droga no veículo e, posteriormente, no quarto de hotel onde ela estava hospedada. Bleeth declarou-se culpada por posse da substância e por dirigir sob efeito de drogas. Em 2002, recebeu pena de dois anos de liberdade condicional e 100 horas de serviços comunitários.

Em 2003, ela escreveu um relato para a revista Glamour no qual descreveu a gravidade da dependência. Contou que passava vários dias sem dormir e chegou a desmaiar durante uma sessão de fotos. Também reconheceu que permanecer longe das drogas seria um cuidado diário para o resto de sua vida.

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Ela conheceu o marido durante a reabilitação

Foi na clínica de Malibu que Bleeth conheceu Paul Cerrito, então proprietário de um clube adulto. Os dois iniciaram um relacionamento ainda durante o tratamento e se casaram em agosto de 2002, em uma cerimônia realizada na Califórnia.

O casamento permanece discreto e distante da exposição que acompanhou a atriz durante os anos 1990. Bleeth e Cerrito não tiveram filhos e raramente são fotografados juntos em eventos públicos.

A produção para a televisão Baywatch: Hawaiian Wedding, lançada em 2003, marcou sua despedida da atuação regular. Quase duas décadas depois, ela teve uma participação pontual na comédia independente Whack the Don, de 2021, mas isso não representou uma retomada efetiva da carreira.

Por onde anda Yasmine Bleeth atualmente?

Yasmine Bleeth completou 58 anos em junho de 2026 e continua levando uma vida reservada. Ela não participa de eventos frequentes, concede poucas entrevistas e demonstra não ter interesse em reconstruir a antiga rotina de celebridade.

Uma atualização recente veio de David Chokachi, ator que trabalhou com ela em Baywatch. Em entrevista divulgada em 2026, ele afirmou que Bleeth está bem, permanece sóbria, é feliz no casamento e prefere continuar longe dos holofotes.

Segundo Chokachi, os produtores do documentário After Baywatch: Moment in the Sun tentaram convidá-la para participar da produção, lançada em 2024. A atriz recusou porque não queria voltar à exposição pública. Para o ex-colega, essa ausência não seria sinal de que algo está errado, mas resultado de uma escolha consciente por privacidade.

As fotos atuais chamam atenção principalmente porque o público costuma conservar as celebridades na idade em que elas alcançaram maior fama. No caso de Bleeth, passaram-se mais de 30 anos desde sua estreia em Baywatch. Hoje, ela parece interessada em manter exatamente aquilo que não conseguiu ter no auge da carreira: uma rotina distante das câmeras.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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