Implorar deveria ser proibido por lei. Poderia funcionar assim: não implore nada, para ninguém e de forma alguma. Mas, nem todos pensam assim e, na ânsia de amarem e serem amados, imploram sentimentos que deveriam ser dados livremente.
Relacionamentos são parcerias. Somos parceiros de quem amamos. Isso explica o motivo de algumas relações darem certo e outras não.
Uma relação só se mantém saudável quando os envolvidos sabem aproveitar os momentos (bons e ruins) e seguem em uma direção única. Se, por algum motivo, essa parceria não acontece, não existe probabilidade da relação dar certo.
A verdade é que algumas pessoas facilitam as coisas para o amor e você pode estar fazendo parte desse grupo sem perceber. “Ele não atendeu as ligações porque não teve tempo”. “Ela não respondeu as mensagens porque ficou sem conexão”. “Ambos não demonstram interesse para valorizarem o relacionamento”. Note que, em todas essas situações, os envolvidos estão procurando desculpas que justifiquem o desinteresse alheio ao invés de apenas aceitarem a situação.
Por que é tão difícil aceitar que o outro não quer nada conosco? Por que não conseguimos entender que o outro tem o direito de não nos amar? Por que acreditamos mais em desculpas esfarrapadas do que em verdades escancaradas?
É sempre bom deixar claro que as pessoas sempre demonstram quem são e o que, realmente, querem. Mesmo que finjamos não entender isso, os pequenos sinais nos revelam grandes coisas da personalidade alheia.
Entenda que não implorar amor significa não implorar pelo que você pode ter livremente. Entende isso? É simples! Você não precisa implorar atenção se há outros querendo te dar. Não precisa cobrar ligações se há vários que querem fazê-las. Não precisa cobrar companhia se há vários que esperam apenas uma oportunidade para fazerem isso. Em outras palavras: sentimentos que não são recíprocos não nos interessam.
É preciso ter muita vergonha na cara e muito amor próprio para entender que amor bom é amor recíproco. Não existe essa de “um dia ele irá me dar valor” ou “é uma questão de tempo para ela me amar”. Amor próprio é também saber a hora de sair de cena sem alarmar a plateia. Como afirma Luis Fernando Veríssimo: “(…) sofrer não deixa nada mais dramático, chorar não alivia a raiva e implorar não traz ninguém de volta….a palavra é valor!”
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