Para começo de conversa, tenhamos claro a diferença entre pessoas dispostas de pessoas disponíveis. O primeiro grupo refere-se às pessoas interessadas em fazer os relacionamentos darem certo. São determinadas, fieis e comprometidas com os parceiros e não abandonam o barco na primeira discussão. Já as pessoas disponíveis são pessoas livres que podem ou não buscarem relacionamentos sérios.
Nos dois grupos, há pessoas boas e sinceras, já que ninguém é obrigado a amar ninguém, tão pouco entrar numa relação só para agradar o outro. O problema é que ser (ou estar) solteiro é quase uma afronta social. A cobrança em encontrar “a pessoa certa” é tão forte que os relacionamentos acontecem quase que por obrigação.
Amor não garante relacionamento. Essa é a primeira e grande lição sobre relacionamentos! É preciso muito esforço (mútuo), muitas renúncias e muitas concessões para que uma relação dê certo.
Pouco importa se você ama o corpo, mas desconhece a alma. Se ama a presença, mas não viaja 1km para encontrá-la. Se quer um relacionamento sério, mas não consegue ser fiel. Sejamos realistas: relacionamentos se consolidam com pessoas dispostas e não com teorias banais.
Muitas vezes, há amor, mas não há sintonia. Há desejo, mas não há respeito. Há saudade, mas não há atitude. Nesses casos, não é a falta de sentimento que determina o fim do relacionamento, é a falta de disposição.
Essa mania de projetar na relação o sonho de felicidade plena é o que faz tudo ir por água abaixo. Não somos capazes de entender as falhas do companheiro, de aceitar o outro em sua totalidade, nem respeitar os limites alheios. Queremos tudo para agora e do nosso jeito.
Uma vez li que “amor é logística” e, sabe, concordo plenamente com isso. Se levarmos em consideração que somos diferentes, que não somos metades de ninguém e que nem todo fim é ruim, seremos capazes de nos relacionarmos com liberdade e respeito.
Amor não é o sentimento primordial de uma relação. Antes dele vem o respeito, a parceria e a admiração. Nenhum “eu te amo” dito no dia dos namorados se compara à sensação de paz de uma relação saudável. Nenhum buquê de flores se compara à sensação de aconchego pessoal no abraço do outro. Nenhuma declaração no Facebook se compara a ter as ideias alinhadas e os sentimentos recíprocos.
Encare a verdade: o amor acontece para os dispostos. Sem receita pronta, sem avisos prévios, sem conselhos forçados. E, para ser merecedor de vivê-lo é, como dizia Vinícius de Moraes, “preciso muita concentração e muito siso”.
Imagem de capa: nd3000/shutterstock
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