JORNALISMO

Menina desaparecida desde 2019 é encontrada viva debaixo de uma escada na casa de sua família

Uma menina de seis anos, que foi dada como desaparecida em 2019 em um condado do estado de Nova York, foi encontrada pela polícia na segunda-feira. A menor estava dentro de uma casa, em um espaço “pequeno, frio e úmido” escondida sob uma escada, em uma cidade distante cerca de 240 quilômetros do local onde foi vista pela última vez. Ela estava bem de saúde.

Saugerties Police Dept.

A menina, chamada Paislee Shultis, tinha 4 anos quando foi dada como desaparecida em 2019, na cidade de Spencer, no oeste do estado de Nova York. Os investigadores então suspeitaram que a menor havia sido sequestrada por seus pais biológicos, Kimberly Cooper, 33, e Kirk Shultis, 32, que perderam a custódia.

O paradeiro de Paislee tem sido um mistério desde então, até que em 14 de fevereiro a polícia recebeu uma ligação anônima que assegurava que a menina estava escondida em uma casa na Fawn Road, na cidade de Saugerties, no sudeste de Nova York. Imediatamente, os agentes obtiveram um mandado de busca para revistar aquele endereço, que era, na época, a casa do avô paterno da menina.

Foi assim que os detetives da Saugerties, agentes da polícia estadual e até homens do FBI foram até a casa para executar a ordem. Kirk Shultis, 57, proprietário da casa e avô de Paislee, negou saber qualquer coisa sobre a localização de sua neta. Ele alegou que não a via desde seu desaparecimento, há pouco mais de dois anos. Mas ele estava mentindo.

Saugerties Police Dept.

“Um par de pés minúsculos”

Foi o detetive da Saugerties, Erik Thiele, que notou algo irregular na escada que levava dos fundos da residência ao porão. Havia algo estranho na maneira como as escadas de madeira foram construídas, como se estivessem fora do lugar, disse ele ao Daily Freeman. Ele usou uma lanterna para ver que algo parecia ser visível pelas frestas dos degraus: era um cobertor.

A escada parecia sólida, mas os detetives removeram vários degraus e lá estava a descoberta. “Eles viram um par de pés minúsculos. Depois de retirar outras peças, a menina e sua possível sequestradora foram descobertos lá dentro”, disseram fontes policiais ao referido meio de comunicação.

Saugerties Police Dept.

A menina estava com a mãe em um “quarto improvisado pequeno, frio e úmido sob uma escada trancada que leva ao porão”, disse um comunicado da polícia de Saugerties. Joseph Sinagra, chefe da Delegacia de Polícia local, ressaltou que a notou calma, e que ela ficou em silêncio durante as quatro horas em que os agentes revistaram o local até encontrá-la.

O chefe de polícia apontou que era muito provável que a menina tivesse sido escondida naquele quarto sob as escadas muitas vezes desde que foi sequestrada em 2019. Paislee foi examinada por médicos após ser encontrada, e eles indicaram que ela estava bem de saúde. “O único problema é que ela não tinha ido à escola durante todo esse tempo e não a estavam educando naquela casa”, acrescentou Sinagra.

A mãe, o pai e o avô da criança foram presos e acusados ​​de interferir na custódia da criança e colocar em risco seu bem-estar. O caso será encaminhado ao Tribunal Municipal de Saugerties, perante o qual os parentes de Paislee, que foram liberados, devem comparecer.

Saugerties Police Dept.

A menina foi levada com seu responsável legal e sua irmã mais velha, em um local que não foi divulgado para a imprensa. De acordo com o que Sinagra narrou, antes disso eles fizeram uma parada em um restaurante fast food no caminho e ela ficou “encantada” com isso.

A Polícia ainda tenta reconstituir os acontecimentos do sequestro da menina. Eles acreditam que ela foi levada diretamente para a casa de seu avô paterno em Saugerties, a 240 quilômetros de onde moravam, assim que os pais perderam a custódia.

Enquanto a irmã mais velha de Paislee estava na escola, seus pais levaram a menina e fugiram para Saugerties. A Polícia já tinha entrado várias vezes na casa do avô da menor, mas deparou-se com a relutância do dono da casa em deixá-los entrar.

“Acreditamos que às vezes quando entrávamos na residência, embora nos dessem acesso limitado, estavam usando esse local para esconder a menina”, concluiu Sinagra.

***
Redação Conti Outra, com informações de La Nacion.
Fotos: Reprodução.

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