Essa incrível descoberta já fazia parte de um estudo iniciado anos atrás. O arqueólogo chamado Mustafa Sahin da Universidade Bursa Uludağ, já estava à procura da estrutura há um bom tempo. Em 2014, ele recebeu as primeiras imagens aéreas que revelavam esse segredo submarino: as imagens permitem uma visão privilegiada dessas ruínas encontradas no lago Iznik, na Turquia.
“Quando vi as imagens do lago pela primeira vez, fiquei surpreso em conseguir ver tão bem a estrutura da igreja”, contou o pesquisador ao site Live Science. “Eu estava fazendo pesquisas de campo em Iznik desde 2006 e não tinha encontrado nada tão magnífico quanto isso por lá.”
Assim, com a ajuda do Museu de Arqueologia de Iznik, o arqueólogo coordenou as primeiras escavações aquáticas, que ocorreram em 2015. Durante o processo, Sahin e sua equipe encontraram várias moedas que remetem aos imperadores romanos Valente e Valentiniano II que governaram entre 364 a 378 d.C. e 375 e 392 d.C. respectivamente. Portanto, concluiu-se que a igreja tenha sido construída depois de 390 d.C. Além disso, a equipe também descobriu túmulos humanos abaixo da parede principal da basílica, a mais de três metros de profundidade.
Sahin, após seus anos de estudo, acredita que o monumento foi construído em homenagem ao santo Neophytos do Chipre, que foi morto pelos romanos em 303 d.C. Dez anos depois de sua morte, com o Édito de Milão, que estabelecia a tolerância religiosa, a figura dele passou a ser celebrada pelos católicos. A hipótese mais aceita é que após cerca de 400 anos após sua construção, a igreja tenha sido destruída por um terremoto e que seus escombros tenham afundado no lago com o passar do tempo.
E não para por aí, Mustafa também acredita que a Igreja é apenas cereja do bolo. Há a hipótese de que ela foi construída acima de um templo pagão dedicado ao deus grego Apolo, pois há registros de que o imperador Cómodo, que governou o império romano entre 180 e 192 d.C. construiu uma estrutura do tipo homenageando o deus naquela região.
Após a descoberta, o governo turco classificou o lago Iznik como o primeiro museu arqueológico aquático do país. Além disso, Sahin continua seus estudos para descobrir mais sobre essa antiguidade.
Com informações de Revista Galileu
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