Quando a galera começa a lotar consultório com “tô quebrado, febre e dor no corpo”, a dúvida aparece na hora: é gripe de verdade, resfriado, covid… ou alguma novidade?
O termo “gripe K” entrou nessa conversa porque uma variação do influenza A(H3N2) — chamada subclado K (também descrita como J.2.4.1) — foi identificada no Brasil em dezembro de 2025, a partir de um caso importado no Pará, detectado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
O apelido assusta, mas aqui vai o ponto principal: não apareceu um “vírus novo” do nada. O que existe é uma mudança genética dentro do H3N2, algo que o influenza faz com frequência.
Por isso, o foco das autoridades tem sido menos “nome” e mais comportamento de circulação — e aí, sim, o subclado K chamou atenção.
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Lá fora, esse subclado ganhou espaço rápido em 2025. Relatórios da OMS apontaram aumento acelerado de detecções desde agosto de 2025 em diferentes países e reforçaram o acompanhamento, porque ele passou a dominar parte das amostras sequenciadas em algumas regiões.
Na linha do “melhor prevenir que correr atrás”, a OPAS também publicou alerta para as Américas destacando a expansão do subclado K e o risco de impacto em serviços de saúde quando vários vírus respiratórios circulam juntos.
O que muda na prática é a pergunta que interessa pra você: como separar gripe (influenza) de resfriado e outros vírus comuns logo no começo?
A primeira pista costuma ser o “combo” mais pesado. Na influenza (incluindo o H3N2 e suas variações), é comum aparecer febre alta + dor muscular forte + cansaço que derruba já nas primeiras horas, muitas vezes de um jeito bem repentino.
Esse padrão foi justamente o que especialistas têm destacado quando falam do subclado K no noticiário.
Depois desse início mais intenso, entram sinais que muita gente associa a “gripe”: tosse e dor de garganta, que podem vir na sequência (nem todo mundo vai ter tudo).
O detalhe é que, na influenza, a pessoa frequentemente sente que o corpo “desliga”: levantar da cama, trabalhar, treinar ou estudar vira missão.
Já o resfriado costuma seguir outra lógica. Em vez de derrubar, ele tende a incomodar: coriza, espirros, nariz entupido e um mal-estar mais leve, com febre ausente ou baixa na maioria dos casos.
Ou seja, se o nariz está escorrendo muito, você espirra sem parar, mas ainda consegue tocar o dia (mesmo reclamando), isso combina mais com resfriado do que com influenza.
Pra ficar bem direto, um jeito útil de diferenciar nos primeiros 1–2 dias é olhar para estas combinações:
Parece mais influenza (gripe): febre alta + dor no corpo marcante + prostração forte logo no início.
Parece mais resfriado: coriza/espirros dominando + desconforto moderado, sem “queda” grande de energia.
Tem um grupo que não pode ficar “observando pra ver se passa”: idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas (asma, DPOC, cardiopatias, diabetes, imunossupressão).
Se alguém desses grupos começa com febre e abatimento forte, vale procurar avaliação médica mais cedo, porque influenza pode complicar, principalmente com acometimento pulmonar e piora de doenças de base.
Também é bom buscar atendimento sem enrolar quando aparecerem sinais de alerta, como falta de ar, dor no peito, confusão, vômitos persistentes ou piora progressiva.
E tem um motivo bem prático: existem antivirais para influenza que funcionam melhor quando iniciados no começo do quadro (em geral, nas primeiras 48 horas), e isso pode reduzir risco de complicações em quem precisa.
A pergunta que muita gente faz é: “essa gripe K é mais grave?” Até agora, o que a OMS e alertas regionais têm dito é que não há indicação consistente de aumento de gravidade clínica ligada ao subclado K; o destaque tem sido a disseminação e a antecipação da temporada em alguns locais.
E a prevenção continua bem “pé no chão”: vacina anual contra influenza (principalmente para grupos prioritários) e cuidados quando estiver sintomático — higiene das mãos, ambientes ventilados e, se estiver tossindo/espirrando, máscara ajuda a cortar transmissão.
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Fonte: IOC
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