JORNALISMO

Garçonete brasileira salva garoto de 11 anos que era vítima de abusos nos EUA

Sempre que se fala em heróis, pensa-se imediatamente naqueles que estamos acostumados a ver nas telas de cinemas, com roupas coloridas e frases de efeito, prontos a levar o público à loucura com seus seus seuper-poderes. Mas há muitos heróis anônimos convevendo entre nós. São pessoas que conseguem agir certo na hora certa.

A garçonete brasileira Flaviane Carvalho já pode ser considerada uma verdadeira heroína. Sua sensibilidade e seu olhar atento ao próximo a ajudaram a salvar um menino, de apenas 11 anos, que era vítima de abusos e maus-tratos do padrasto com a conivência da mãe. Quando notou que havia algo de errado com o garoto, ela escreveu em uma folha de papel “você precisa de ajuda? Ok”, mostrou para ele sem que os pais percebessem e a criança acenou com a cabeça que “sim”.

Segundo o relato de Flaviane à polícia, o garoto estava no restaurante abatido, com escoriações no rosto e não queria comer, o que lhe chamou a atenção. Ela informou em entrevista coletiva feita nesta quinta-feira (14) que estava no lugar certo e na hora certa para ajudar o menino.

“Eu percebi que todos à mesa receberam a comida, menos a criança. Isso chamou a atenção e eu fui até lá e perguntei se havia algo de errado com a comida ou com a água. O padrasto me disse que não havia nada de errado e que o garoto já tinha comido em casa naquela noite. Como mãe, aquilo me soou muito estranho porque a gente não deixa de dar comida para uma criança, especialmente em um restaurante”, contou.

O menino estava vestindo uma blusa com capuz, máscara no rosto e óculos escuros, o que impedia de ver o seu rosto. Flaviane notou que o garoto tinha um grande arranhão no meio da sobrancelha e um machucado, que parecia ser de um espancamento, na lateral dos olhos. Foi aí que ela teve a ideia de escrever um primeiro bilhete perguntando “você está está bem?” e o menino respondeu com a cabeça que “não”.

“Eu vi que ele estava com medo ou desconfortável e precisava de ajuda. Minutos depois, eu escrevi um outro bilhete perguntando se ele precisava de ajuda e ele respondeu com a cabeça que ‘sim’. Depois ele cruzou as mãos diante do peito mostrando que não sabia o que fazer. Eu liguei para a polícia e, minutos depois, a polícia chegou e tratou a situação de forma incrível”, finalizou ela.

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Redação Conti Outra, com informações de Marie Claire.
Foto destacada: Reprodução.

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