Estudante de direito perde todo o dinheiro da formatura de sua turma com Jogo do Tigrinho Foto: Reprodução/Instagram
Uma estudante de Direito de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, foi denunciada pelos colegas de turma após confessar que utilizou todo o dinheiro arrecadado para a formatura em apostas on-line, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. O caso veio à tona no final de janeiro, quando Cláudia Roberta Silva, presidente da comissão de formatura, comunicou aos formandos sobre a perda da quantia.
De acordo com informações divulgadas pelo g1 Santa Catarina, a formatura estava programada para o dia 22 de fevereiro, mas a revelação feita por Cláudia colocou o evento em risco. Em mensagens encaminhadas aos colegas em 27 de janeiro, a estudante admitiu que se viciou em apostas e, ao perder o dinheiro que tinha guardado, começou a utilizar os valores arrecadados para tentar recuperar as perdas.
“Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo”, escreveu a estudante.
Após enviar as mensagens, Cláudia ficou incomunicável e deixou a cidade. Os formandos tentaram contato, mas não obtiveram resposta. A Polícia Civil investiga o caso e afirmou que trabalha com duas hipóteses: apropriação indébita ou estelionato. A suspeita será ouvida nos próximos dias, assim como as vítimas e testemunhas.
A defesa da estudante declarou que medidas judiciais estão sendo tomadas para tentar recuperar os valores perdidos e que Cláudia pretende ressarcir os colegas. “O caso serve de alerta, haja vista que não é um caso isolado, e prova que essa modalidade de apostas leva pessoas a perderem o controle financeiro e emocional”, afirmou o advogado Joel Sustakovski em nota oficial.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado em 6 de fevereiro, 16 alunos da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) contribuíram por três anos para reunir o valor total de R$ 78.992,00 para a festa. Do montante, apenas R$ 2.000,00 foram pagos à empresa responsável ao fechar o contrato, enquanto os R$ 76.992,00 restantes deveriam ter sido quitados em dezembro de 2024.
A empresa Nova Era Formaturas, contratada para organizar o evento, destacou que não possuía qualquer responsabilidade sobre a arrecadação e administração dos valores, que eram geridos exclusivamente pelos formandos. No entanto, afirmou estar trabalhando junto aos estudantes para tentar viabilizar a realização da formatura e minimizar os prejuízos.
A Polícia Civil de Chapecó já encaminhou uma representação à Justiça para rastrear e, se possível, recuperar o dinheiro perdido em apostas. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que não vai se manifestar enquanto o inquérito estiver em andamento.
Enquanto isso, os formandos seguem sem garantia de que terão a celebração tão esperada após anos de dedicação ao curso.
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