Quando você começa O Irlandês, da Netflix, não está só apertando o play: está entrando numa conversa cinematográfica que Martin Scorsese vem alimentando há décadas.
Aqui ele pega temas que ele já explorou em outros clássicos e os desmonta com um tipo de honestidade crua, contando a história de um homem que passou da Segunda Guerra Mundial para o centro de uma das histórias mais comentadas do crime organizado americano — a possível responsabilidade no desaparecimento de Jimmy Hoffa.
A construção deste filme é quase artesanal. A câmera de Scorsese observa cada rosto como se ele quisesse entender o que o tempo faz com um homem que viveu demais em círculos errados. Frank Sheeran (Robert De Niro) não é herói nem vilão caricatural; ele é alguém cuja lealdade, medo e culpa se misturam de um jeito desconfortavelmente humano.
Leia também: Amor, interesse e jogo psicológico: o filme da Netflix que incomoda sem pedir licença — e acerta onde dói
Al Pacino, como Hoffa, entrega uma performance que pulsa entre encanto e frustração, e Joe Pesci adiciona uma energia inesperadamente contida que torna cada uma de suas cenas memoráveis.
Agora, o que realmente chama atenção é quanto este filme foi celebrado pela crítica: ele acumulou 10 indicações ao Oscar, incluindo por Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e atuações coadjuvantes destacadas para Pacino e Pesci — mesmo sem levar estatuetas na cerimônia principal.
Isso não é apenas um número; é um sinal de que a indústria reconheceu ali um trabalho que dialoga com a história do cinema e com o público que gosta de narrativa bem elaborada.
Se você está procurando algo que deixe a sua noite “mais do que só entretenimento”, O Irlandês entrega isso sem floreios vazios.
A duração generosa (quase três horas e meia) dá espaço para respirar nas relações entre personagens, para sentir as nuances de poder e arrependimento, e para você sair da sessão pensando nas decisões que cada personagem tomou — e nas que você talvez tome na sua própria vida.
Nesse sentido, mesmo que você não seja um fã tradicional de filmes longos, aqui cada minuto aparece justificado pela profundidade emocional e pela qualidade das atuações.
Se o que você quer é algo que sacuda sua noite com performances de alto calibre e direção que não economiza sensibilidade, O Irlandês merece estar no topo da sua lista na Netflix.
Wikipedia
Leia também: George Clooney estrela filme perigosamente atraente da Netflix que vai dar fôlego às suas noites a dois
Fonte: RT
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
Existe um momento silencioso, pouco comentado, em que uma pessoa percebe que talvez não consiga…
Existe uma ideia muito comum — e silenciosamente cruel — de que sofrimento emocional melhora…
psicólogo online fim de semana, terapia online fim de semana, atendimento psicológico fim de semana,…
Nem todo sofrimento emocional surge em horários previsíveis. Muitas pessoas relatam que os momentos mais…
Há momentos em que o sofrimento emocional não aparece de forma gradual. Ele chega intenso,…
O atendimento psicológico imediato é uma modalidade de cuidado emocional voltada para momentos em que…