Tem documentário de true crime que te prende pelo crime em si. E tem aquele que te prende pela sensação incômoda de que a verdade esteve ali o tempo todo — e mesmo assim ninguém quis (ou soube) enxergar.
Dig Deeper: The Disappearance of Birgit Meier cai direto nessa segunda categoria: uma minissérie alemã curta, de 4 episódios (quase 1 hora cada), que mostra como um desaparecimento em 1989 virou um buraco sem fundo por causa de erros básicos… até o caso ser revirado com insistência quase teimosa de alguém que não aceitou “arquivo morto” como resposta.
Birgit Meier, fotógrafa e mãe, sumiu em agosto de 1989 em Lüneburg, no norte da Alemanha. Ela estava em processo de separação e, no dia em que deveria tratar de assuntos ligados ao divórcio, simplesmente desapareceu — com sinais de que saiu de casa sem planejamento e sem deixar rastros claros.
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A série bate bastante em um ponto: a investigação começou mal e continuou pior. A polícia patinou em decisões, ignorou pistas e deixou pontas soltas se acumularem por anos.
Enquanto isso, quem puxava o freio de mão e dizia “isso aqui tá errado” era Wolfgang Sielaff, irmão de Birgit — e não era “um parente qualquer”: ele tinha experiência na área e, mais tarde, é citado como ex-chefe da polícia criminal de Hamburgo.
Um dos nomes que atravessa a história como sombra constante é Kurt-Werner Wichmann, um homem com histórico violento que entrou no radar cedo demais para ser tratado com tanta leveza.
Ele chegou a ser interrogado, mas o que aparece no material é aquela sequência de falhas que dá raiva: álibi aceito sem a checagem que deveria ser padrão, suspeitas que esfriam, e o caso perdendo força com o tempo.
O detalhe que muda tudo (e que faz o documentário virar maratona fácil) é que esse sumiço não ficou “misterioso para sempre”. Décadas depois, a história volta a andar quando o próprio Wolfgang decide cavar por conta própria e pressiona por uma reabertura.
Em 2017, os restos mortais de Birgit são encontrados sob o piso de concreto de uma garagem ligada a um imóvel onde Wichmann havia morado. No começo de 2018, a autópsia apontou que ela foi morta a tiros.
E aí vem o elo ainda mais pesado: a série conecta o caso a um contexto maior de crimes na região — incluindo a possibilidade de ligação com os assassinatos de Göhrde, dois duplos homicídios ocorridos em 1989, que ficaram famosos na Alemanha e anos depois tiveram Wichmann apontado como principal suspeito pelas autoridades.
No fim, Dig Deeper chama atenção por três motivos bem concretos: é curto e direto (4 episódios), tem reviravoltas sustentadas por fatos e documentos, e escancara como um caso pode ficar décadas no escuro quando “procedimento” vira desculpa para inércia — até alguém ir lá e mexer onde ninguém mais quis mexer.
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Fonte: Raue
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