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Esses 7 doramas são melhores que muita série famosa e você provavelmente nunca ouviu falar

Pouca gente percebe, mas os catálogos de streaming guardam verdadeiros tesouros sul‑coreanos que ficaram fora das manchetes.

À sombra de fenômenos planetários como Round 6, há produções cheias de estilo, ótima atuação e roteiros que desafiam rótulos.

Se você costuma reclamar que “não tem nada novo para ver”, vale dar uma chance aos dramas abaixo – cada um brilhou quietinho e, mesmo assim, entrega qualidade de sobra.

1. Extracurricular (Netflix, 2020)

Antes de virar meme, Kim Dong‑hee já comandava a série como Oh Ji‑soo, aluno modelo de dia e gênio do crime à noite. Para bancar a faculdade, ele cria um serviço de proteção clandestina que sai do controle quando Bae Gyu‑ri (Park Ju‑hyun) descobre tudo.

A direção seca, quase documental, deixa cada reviravolta ainda mais tensa. Indicado ao Baeksang Arts Awards, o título ficou escondido no algoritmo, mas continua atualíssimo ao discutir pressão escolar e disparidade social.

2. No Ar (Mistress) (Viki, 2018)

Kim Nam‑joo interpreta Go Hye‑ran, âncora de telejornal que vive à base de café forte e ambição. A carreira vira poeira quando um ex‑amante aparece morto e todas as pistas apontam para ela.

Para tentar limpar o próprio nome, a jornalista recorre ao marido (Ji Jin‑hee), ex‑promotor que já havia pedido o divórcio. O roteiro segura o ritmo com investigações paralelas, críticas ao sensacionalismo e um questionamento incômodo: até onde vale ir para manter a reputação?

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3. My Mister (Netflix, 2018)

Aqui não existe casal perfeito, muito menos romance açucarado. Lee Sun‑kyun dá vida a Park Dong‑hoon, engenheiro que acumula dívidas emocionais, enquanto IU surpreende como Lee Ji‑an, funcionária temporária que só conhece a palavra “sobreviver”.

Entre sorrisos tímidos e copos de soju, ambos encontram consolo um no outro. O drama ganhou o “Grand Prize” no Seoul Awards graças à maneira delicada de falar sobre depressão, família e solidariedade inesperada.

4. Faça Chuva ou Faça Sol (Just Between Lovers) (Viki, 2017)

Junho (2PM) e Won Jin‑ah se conhecem dentro de um canteiro de obras, cenário que evoca o desastre que mudou a vida dos dois personagens anos antes. Ele lida com dores físicas e lembranças que teimam em voltar; ela carrega culpa e saudade da irmã.

Ao acompanhar a reconstrução de um shopping, o roteiro expõe burocracias, ganância corporativa e, claro, afeto que cura feridas difíceis. Fotografia quente e trilha melancólica completam o pacote.

5. Mad Dog (K‑Series, 2017)

Quem gosta de ação investigativa vai curtir ver Yoo Ji‑tae como Choi Kang‑woo, ex‑detetive que perdeu tudo em um acidente aéreo.

Revoltado com o laudo oficial, ele cria uma equipe de caçadores de fraude e tromba com Kim Min‑joon (Woo Do‑hwan), golpista de primeira linha que diz ter pistas inéditas sobre a tragédia.

A química entre os protagonistas, misturada a denúncias de corrupção no setor de seguros, transforma cada episódio em um jogo de xadrez.

6. Minha Família Nada Familiar (My Unfamiliar Family) (Netflix, 2020)

Esqueça o clima pastel de sitcom: a série mostra irmãos que se tornaram estranhos ao longo dos anos. A caçula Kim Eun‑hee (Han Ye‑ri) descobre que o pai esconde lapsos de memória e a mãe pensa em separar‑se após décadas de casamento.

A produção derruba idealizações e defende conversas francas sobre ressentimento, saudade e perdão. Destaque para o roteiro realista, que escapou do radar mesmo recebendo elogios da crítica coreana.

7. A Caminho do Céu (Move to Heaven) (Netflix, 2021)

Prepare a caixa de lenços: Tang Joon‑sang vive Geu‑ru, jovem com síndrome de Asperger que herda a empresa de limpeza pós‑óbito do pai. O tio Sang‑gu (Lee Je‑hoon), recém‑saído da prisão, vira guardião legal e parceiro de trabalho, mesmo sem entender nada de luto nem de laços afetivos.

Cada episódio parte dos objetos deixados por quem morreu para desvendar histórias tocantes – e, sem apelar, mostra como a vida continua ecoando nos pequenos detalhes. Este dorama é extraordinário e, até hoje, muita gente passa reto por ele.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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