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Emitir opiniões e decisões não deveria jamais ser uma atitude leviana.

Precisamos cobrar e pagar, dependendo da posição em quem estamos no momento da negociação. E negociação se aplica a quase tudo. Ou tudo…

Temos o direito de dizer sim ou não em qualquer situação, mas temos noção da responsabilidade que essas palavras carregam nos contextos de cada vida?

Dizer sim… parece em primeira análise a melhor parte de uma conversa, a mais fácil e fluida. Todos gostam do sim. Mas… dizer sim também pode significar desistência, indiferença, desprezo, desamor…

Dizer não, a oposição… só contrariedade à primeira vista. Mas, ao contrário disto, pode significar responsabilidade, preocupação, educação, respeito…

Há um preço para cada opinião, decisão e argumento que emitimos. Somos responsáveis pelo que acreditamos como bom para a nossa vida e para quem servimos de exemplo. Ou, ao menos deveríamos ser. Emitir opiniões e decisões não deveria jamais ser uma atitude leviana.

Porém, se quisermos ter um espaço individual – e digo isso porque há pessoas que preferem abrir mão deste espaço, numa boa, sem ressentimentos – tenhamos ciência de que para tudo o que expressarmos, haverá um preço… mas nem sempre terá valor. Quando contrariamos a maioria, tendemos a ser abafados, ignorados. E, muitas vezes preferimos ir com a maré, só para garantir um espaço na massa. Mas aí, nesse momento, nossa fala fica sem valor. Pagamos um preço alto e ainda ficamos sem valer grande coisa.

Valor só se contabiliza quando algo que dizemos ou fazemos, retorna de forma positiva, gera frutos, multiplica e também afeta positivamente quem está ao nosso redor. E nessa seara precisamos ser ousados, contrariar muitas vezes a opinião coletiva, a moda, as tendências, as probabilidades, aquele amigo que fala mais alto e não se envergonha de te chamar de ignorante e ainda dar risada.

Portanto, além de pagar o preço, há que se ter coragem. De qualquer formar, se posicionar é sempre uma arte delicada e perigosa. Não ocupar um lugar alheio, entonar resposta de acordo com cada questionamento, defender opinião sem se defender diretamente, dizer sim ou dizer não, qualquer que seja a resposta, que seja cheia opinião pessoal e totalmente vazia de modismos e intenções ocultas.

Sim ou não?

Emilia Freire

Administradora, dona de casa e da própria vida, gateira, escreve com muito prazer e pretende somente se (des)cobrir com palavras. As ditas, as escritas, as cantadas e até as caladas.

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