Júlia Guglinski

Em terra de corações virtuais, quem beija com intensidade é rei.

Quando o primeiro computador pessoal foi fabricado e chegou as lojas, era impossível imaginar o que essa novidade iria representar para o universo tecnológico e na vida das pessoas.

No início, os computadores eram utilizados para fins empresariais e muito timidamente como meio de entretenimento. Hoje, a máquina faz parte da família. Desktops e os seus “agregados”, Notebooks, Smartphones, IPods, IPhones, dentre outros, posteriormente fabricados, ligam pessoas interligando o mundo real e virtual.

As redes sociais são como conectores, “plugam” o cérebro humano desde o momento que o homem abre os olhos até a hora de dormir. Através delas que atualmente batemos nosso ponto, ou seja, existe uma continuação da vida nas telas brilhantes desses engenhosos aparelhos.

Se, no passado, estrelas serviam para avaliar ou valorizar coisas, como por exemplo, hotéis, filmes e lugares, hoje as curtidas e emoticons representam um peso muito maior de aceitação ou não.

Ninguém passa sem ser notado na perversa tela cibernética. De um simples café da manhã postado, até uma crítica negativa causando polêmicas que viralizam e podem até comprometer seriamente as pessoas envolvidas.

Homens e mulheres se comportam de maneira diferente nas telinhas. Enquanto as mulheres se preocupam em escancarar a vida pessoal, em como se sentem, se estão satisfeitas ou infelizes, cultuam a alimentação, viagens, quantidade de amigas e roupas que possuem, se estão gordas ou magras, se já encontraram o seu príncipe encantado, o homem prefere glorificar carros, títulos, loucuras cotidianas e o senso de humor ácido.

Contudo, ambos costumam inventar e ludibriar a si próprios em uma auto sabotagem crônica. A situação anda tão severa, que, diretores de filmes e seriados não puderam se conter em criar histórias fictícias com a finalidade de abordar nosso futuro controlado por Clicks. Um seriado chamado Black Mirror, tem um ótimo exemplo. A criação da rede Netflix expõe de maneira clara no primeiro episódio da terceira temporada: “Queda Livre”.

No mundo virtual, as pessoas são julgadas por tudo que fazem e, para agradar esse “juíz” tão implacável, por vezes, estão perdendo a própria identidade. Por outro lado, quando administram bem as redes sociais, conseguem ganhar respeito, status e alavancam negócios e ideias. Redes sociais são as melhores amigas de visionários.

Se em algum momento a nostalgia tomar conta, lembranças dos tempos em que o toque pessoal era importante, é necessário compreender que o futuro pertence sim às máquinas, porém é nossa obrigação aprender a utilizá-las com discernimento e principalmente de maneira saudável. Nada nos impede de deixar o aparelhinho em algum canto e ir desfrutar de uma boa prosa com os amigos, um abraço apertado e um dia repleto de calor humano.

Imagem de capa: Mischenko83/shutterstock

Júlia Guglinski

Treinadora e comportamentalista de cães. Atriz de teatro, cantora e compositora.

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Júlia Guglinski

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