Celebridades

Deserdada pelo pai aos 18 por casar com um homem de 54. O segredo que ela levou para o túmulo vai te surpreender

Antes de virar sobrenome famoso no cinema, Oona O’Neill já carregava um peso difícil para qualquer jovem: era filha de Eugene O’Neill, um dos dramaturgos mais importantes dos Estados Unidos, vencedor do Nobel de Literatura, e cresceu sob a sombra de um pai brilhante, ausente e pouco disposto a aceitar escolhas que escapassem ao seu controle.

Aos 18 anos, ela tomou uma decisão que seria julgada por jornais, familiares e curiosos por décadas: casou-se com Charlie Chaplin, então com 54 anos.

A diferença de idade, por si só, já bastaria para transformar o casamento em assunto público. Mas havia mais. Chaplin era uma lenda viva do cinema, dono de uma imagem mundialmente conhecida, mas também cercado por polêmicas.

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Já tinha sido casado outras vezes, tinha filhos e vivia sob o olhar desconfiado de uma sociedade que acompanhava cada passo de sua vida privada. Oona, por outro lado, era vista como jovem demais, bonita demais, promissora demais para se casar com um homem mais velho que parecia pertencer a outra geração.

Os dois se conheceram no fim de 1942, quando Chaplin cogitava escalá-la para um papel. O projeto não avançou, mas a relação entre eles seguiu outro caminho.

Em 16 de junho de 1943, cerca de um mês depois de Oona completar 18 anos, os dois se casaram em uma cerimônia civil discreta na Califórnia.

A união provocou um escândalo imediato, e um detalhe deixou tudo ainda mais incômodo para a opinião pública: Chaplin era apenas alguns meses mais novo que Eugene O’Neill, pai da noiva.

Eugene não perdoou. O dramaturgo que passou a carreira escrevendo sobre famílias quebradas, conflitos íntimos e feridas que atravessam gerações rompeu com a filha. Oona foi deserdada e, segundo relatos biográficos, nunca retomou a relação com ele.

Quando Eugene O’Neill morreu, em 1953, ela não apareceu em seu testamento. A escolha amorosa da filha virou uma fronteira definitiva entre os dois.

Do lado de fora, muita gente apostava que o casamento não duraria. Parecia fácil reduzir Oona a uma menina deslumbrada e Chaplin a um artista envelhecido tentando recuperar a juventude ao lado de uma mulher muito mais nova.

Só que a história real foi menos confortável do que qualquer rótulo. Oona abandonou suas ambições como atriz, afastou-se da vitrine social que a cercava em Nova York e escolheu uma vida muito mais reservada ao lado do marido.

O casamento, ao contrário do que tantos esperavam, durou até a morte de Chaplin. Eles tiveram oito filhos: Geraldine, Michael, Josephine, Victoria, Eugene, Jane, Annette e Christopher.

Alguns deles também seguiram carreira artística, carregando uma herança dupla: de um lado, o peso do nome Chaplin; do outro, a linhagem literária dos O’Neill.

Mas estar casada com Charlie Chaplin significava também dividir com ele os golpes políticos e morais de uma época pesada. Em 1952, durante o período do macartismo, Chaplin deixou os Estados Unidos rumo à Europa.

Enquanto viajava, sua autorização de reentrada foi cancelada. Para voltar, teria de enfrentar questionamentos sobre suas posições políticas e sua vida pessoal. Ele preferiu não se submeter a isso.

Oona voltou aos Estados Unidos para organizar a vida que eles deixariam para trás. Cuidou de finanças, questões práticas e bens da família. Depois, renunciou à cidadania americana e se tornou cidadã britânica, acompanhando Chaplin no exílio europeu.

O casal se instalou no Manoir de Ban, em Corsier-sur-Vevey, na Suíça, uma propriedade com vista para o Lago Genebra onde Chaplin viveria seus últimos 25 anos.

Na Suíça, Oona deixou de ser a jovem julgada pela imprensa americana e passou a ocupar outro papel: esposa, administradora, protetora e principal apoio emocional de Chaplin. Pessoas próximas descreviam uma relação de enorme dependência. Ele confiava nela para assuntos pessoais, familiares e profissionais.

Ela, por sua vez, parecia ter organizado a própria identidade em torno dele, blindando o marido de um mundo que primeiro o consagrou e depois o empurrou para longe.

Em 1972, Chaplin voltou aos Estados Unidos para receber um Oscar honorário. Foi uma espécie de reparação pública depois de duas décadas de afastamento.

Oona estava ao seu lado na cerimônia, como esteve nos anos de rejeição, exílio e envelhecimento. O arquivo oficial de Chaplin registra a presença do casal na premiação, marcada pelo retorno dele aos EUA após 20 anos.

Chaplin morreu em 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos. Oona tinha 52. A partir dali, a parte mais silenciosa da história dela começou.

Depois de mais de três décadas vivendo como companheira central de um dos homens mais conhecidos do século XX, ela tentou seguir sem a figura que havia ocupado quase todo o seu mundo adulto.

Nos anos seguintes, Oona dividiu períodos entre a Suíça e Nova York, mas se tornou cada vez mais reservada. Relatos biográficos apontam que ela enfrentou problemas com álcool após a morte de Chaplin.

A mulher que havia sustentado com firmeza uma vida familiar sob pressão pública parecia ter dificuldade para reconstruir um lugar próprio quando o marido já não estava ali.

Há ainda um gesto final que ajuda a entender o mistério em torno dela. Oona escreveu diários e cartas ao longo da vida, mas determinou que seus registros íntimos fossem destruídos.

Com isso, muito do que ela pensou sobre o casamento, os sacrifícios, o pai, os filhos e o exílio desapareceu por vontade própria. Restaram os fatos públicos, os depoimentos de terceiros e a imagem de uma mulher que escolheu se esconder justamente por ter vivido perto demais da fama.

Oona O’Neill Chaplin morreu em 27 de setembro de 1991, aos 66 anos, vítima de câncer no pâncreas, em Corsier-sur-Vevey. Foi enterrada ao lado de Charlie Chaplin no cemitério da cidade suíça onde os dois passaram boa parte da vida.

A história de Oona não cabe bem em uma única leitura. Ela fez escolhas próprias, mesmo quando essas escolhas custaram caro. Enfrentou a reprovação do pai, a curiosidade pública, o exílio e a solidão de sobreviver ao homem em torno do qual havia construído grande parte da vida.

Seu casamento com Chaplin começou como escândalo, atravessou 34 anos e terminou deixando uma pergunta difícil: até onde uma escolha feita por amor pode também apagar partes de quem a pessoa poderia ter sido?

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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