Antes eu orbitava os outros planetas, aqui e ali, totalmente entregue às forças de atração, e me chocava, me machucava, esbarrava, perdia a rota e a linha.
Manter uma órbita é coisa complicada se isso depende de órbitas alheias e fenômenos que não nos cabe explicar ou entender. É íntimo, é particular, não é da conta de ninguém. Ser satélite é ser coadjuvante de uma trajetória já plena e autônoma, é apertar o passo para acompanhar um ritmo indiferente, é frequentar uma estrada como presença convidada mas não essencial.
E se isso não for um problema e não trouxer outras ânsias ou frustrações, que seja assim por muito tempo.
Desse jeito eu escolhi ser por uma boa porção da vida, mas, como todo mistério da vida e dos aprendizados, em algum momento achei que ser satélite era pouco. Achei até que era cruel. Orbitei por tempo demais em planetas egoístas e narcisos; escolhi a luz alheia para iluminar o caminho, pensando ser seguro e confortável; entreguei decisões e direções a interesses que afinal não me incluíam, apenas me permitiam andar por perto.
E um dia, um ano, um momento do tempo que não se prende a nada nem ninguém, escolhi sofrer a dura e penosa transformação, a morte do que era para o nascimento do que queria ser. E por vezes voltei às órbitas antigas e conhecidas, já sem desenvoltura e cada vez trombando mais e mais com a realidade que nunca me apoderei.
Por fim, e ainda bem, aquela transformação sonhada e ensaiada um sem número de vezes aconteceu, e, alegremente deixei de ser satélite para me tornar um planeta.
Os desafios são outros agora, assustadores e de tirar muitas noites de sono:
Definir uma órbita própria; não criar dependências nocivas; ter o tempo como aliado e não como inimigo; valorizar e cuidar de cada conquista particular; ser um lugar confortável para quem quiser se chegar e somar; e, gerar a própria luz, sem descuidar dos ciclos de sombras e escuridões necessárias.
Agora, como planeta, é possível ver com clareza as estrelas e luas que sempre estiveram por perto, embelezando o céu de quem escolhe a sua própria órbita.
Essa criança tinha uma maldade sem limites, foi condenado à morte, mas as autoridades não…
O ano era 2001. Ela sabia que não sairia dali com vida. Mesmo assim, sua…
Ela foi chamada de 'monstro' por tentar salvar o próprio filho...
Ela conquistou a confiança da esposa do amante, entrou na casa como uma amiga... E…
Ela foi uma das paquitas mais queridas do Brasil. Anos depois, sua transformação está chamando…
A história devastadora que a internet não contou sobre as fotos policiais de Misty Loman