Já vigora em Florianópolis uma lei municipal que torna criminaliza o ato de manter um cachorro acorrentado ou sempre preso no canil. O texto ainda deixa mais rígida a definição de maus tratos, e estabelece multa que varia de R$ 500 a R$ 3 mil.
A fiscalização fica a cargo da Direção de Bem-Estar Animal (Dibea). Para denunciar maus-tratos, é necessário fazer um boletim de ocorrência e levar o BO até a Dibea. A denúncia pode ser anônima. São, em média, 40 por mês – todas verificadas.
Também foi definido pela lei que, se não for possível manter o animal solto, ele poderá ficar preso por um tempo, desde que numa corrente tipo vai e vem. Só neste ano, as equipes já fizeram 174 resgates dessa forma.
A autora do projeto de lei, vereadora Maria da Graça Dutra, falou sobre a necessidade de iniciativas como essa:
“As pessoas acham que é normal ter o animal na corrente. Adotam um cachorro, filhotinho, e já botam na corrente e ele passa o resto da vida dele ali. E resta dizer que a vida dele é diminuída em metade pelas condições que ele passa”
Recentemente, quatro cachorros foram resgatados. Quem conta mais sobre ação de resgate é José Ferreira da Silva, funcionário da Dibea:
“Eles estavam confinados num canil, um cubículo muito pequeno, com fezes há mas de semanas. Fomos averiguar a situação, que já era situação de maus-tratos”
Os donos vão responder pelo crime de maus-tratos na Polícia Civil e a um processo administrativo da prefeitura. Já os animais estão bem e deverão ser encaminhados para adoção.
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Redação CONTI outra. Com informações de nsctotal
(Foto: Reprodução / NSCTV)
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