Eles e elas aparecem na nossa barriga e depois saem e a gente lê os livros e as crónicas e segue os conselhos dos médicos, dos avós, das amigas e das vizinhas e da desconhecida que presenceia a birra monumental que eles e elas fazem na rua e no fim, eles e elas são o que são e são como são e parece que as nossas acções e palavras pouco podem fazer.
Elas e eles saem feios ou bonitos, com cabelo ondulado ou liso que nem aletria, com nariz grande ou pequeno, com predisposição para determinado tipo de comportamento, mais ou menos afoitos, mais ou menos sensíveis, mais ou menos inteligentes e a gente só pode cruzar os dedos e esperar que o que fazemos, com consciência ou não de o estarmos a fazer, não os lixe para a vida toda e ainda temos esperança de que, caso lixe, eles e elas arrangem forma de dar a volta por cima.
São nossos, mas não são.
Gabriela Silva
Morar no exterior e sentir que não pertence a lugar nenhum: como a terapia online…
Morar em outro país pode representar conquista, crescimento profissional, novas oportunidades e contato com culturas…
Morar em outro país pode representar uma conquista importante, mas também pode fazer com que…
Uma experiência dolorosa pode permanecer conosco durante décadas. Algumas pessoas chegam aos 50, 60, 70…
Quando determinada lembrança provoca sofrimento, tentar não pensar nela parece uma solução bastante lógica. Mudamos…
Algumas experiências passam. Outras parecem continuar acontecendo dentro de nós muito depois de terminarem. Uma…