Cada ser humano tem seu temperamento, entre os principais estão: o sanguíneo, o fleumático, o colérico e o melancólico. Essa divisão foi elaborada pelo pensador grego Hipócrates, o pai da medicina ocidental.
Desde então, tal classificação é objeto de estudos de filósofos, psicanalistas e psicólogos. Nos bebês já é possível analisar os diferentes temperamentos, onde identificamos as crianças geniosas ou dóceis.
Hoje, os temperamentos coléricos e melancólicos são os que mais chamam a atenção na internet e nos ambientes sociais. Os coléricos se irritam com facilidade e apresentam um caráter explosivo e egocêntrico. E os melancólicos são inflexíveis, que revelam dificuldades em expor seus sentimentos, por serem solitários e pessimistas.
Além disso, as pessoas temperamentais estão “entrincheiradas” no mundo virtual e pandêmico. Elas manifestam um comportamento instável, tomado por acessos de raiva e com enormes dificuldades nos relacionamentos afetivos.
Mas não são apenas os coléricos e melancólicos que agem antes de pensar. Estão no “front” os mal-humorados, que desencadeiam “chiliques” um atrás do outro. É por essa razão, que poucos se dão bem com essas pessoas, porque é difícil entender as contradições da natureza humana.
Afinal, o temperamento não é destino, pois é possível controlar as emoções de forma positiva. Assim, podemos evitar de nos contaminar com a irritação alheia. Aliás, a simpatia e o bom humor são como “baterias antiaéreas” que anulam os ataques rancorosos, bloqueando as atitudes negativas.
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Jackson Buonocore
Sociólogo, psicanalista e escritor
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