A madrugada desta terça-feira (24) virou um pesadelo em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Uma tempestade do tipo supercélula avançou sobre a cidade e deixou um cenário de emergência: 16 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros até o começo da tarde, além de desaparecidos e centenas de pessoas fora de casa.
O volume de água também impressionou. Em poucas horas, choveu mais do que o dobro do previsto para o mês inteiro, fazendo deste o fevereiro mais chuvoso já registrado no município — um salto que ajuda a explicar por que ruas viraram rios tão rápido e por que áreas de risco cederam.
A supercélula é um tipo de tempestade raro e muito severo, bem diferente daquele temporal “rápido” que chega e vai embora.
Ela costuma ser um sistema isolado, com estrutura interna bem organizada e capacidade de durar várias horas, mantendo força ao longo do caminho.
Segundo informações reunidas por Climatempo e pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), essas nuvens podem percorrer longas distâncias e seguir ativas por um tempo grande, o que aumenta o risco de danos em sequência — especialmente quando encontra áreas urbanas e encostas já encharcadas.
O ponto-chave está na rotação interna: dentro da nuvem, forma-se um “motor” de vento girando, chamado de mesociclone. É essa rotação que costuma alimentar os piores episódios de tempo severo.
No Brasil, o fenômeno aparece com mais frequência no Sul e no Sudeste, associado a áreas de baixa pressão e ao avanço de frentes frias, quando o ar quente e úmido encontra condições ideais para a tempestade ganhar força.
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Supercélulas são conhecidas por trazer chuva muito intensa em curto período, granizo e rajadas de vento capazes de derrubar árvores, postes e estruturas frágeis.
Elas também estão entre as principais formações ligadas a tornados — e, mesmo quando um tornado não se confirma, a combinação de vento e água já é suficiente para provocar destruição grande.
Depois da passagem do sistema, a cidade amanheceu com alagamentos extensos e bairros isolados. O Rio Paraibuna e vários córregos transbordaram, e a água ocupou ruas inteiras, dificultando resgates e deslocamentos.
Entre os principais estragos registrados:
A cidade segue em alerta da Defesa Civil, com monitoramento de áreas de risco por causa do solo encharcado e da possibilidade de novos deslizamentos.
Diante da gravidade, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. O governo federal mobilizou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para ampliar o atendimento, apoiar a operação de resgate e reforçar a assistência às vítimas.
A administração municipal resumiu o tamanho do impacto ao apontar que o volume registrado foi fora do padrão histórico, acima do que se esperava para o período.
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