“Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.” Vladmir Maiakóvski
Amor a dois não é para corações pessimistas. Amor a dois é para dispostos a construir um elo que fica. Amor a dois não fica em cima do muro. Amor a dois desconstrói qualquer possibilidade de impedimento do encontro. Amor a dois é confiança. Amor a dois não sente medo. Amor a dois não vai embora. Amor a dois fica.
Que vá para bem longe no caso do amor ser só um, porque não existe situação mais desleal que permitir alguém que não quer ficar, entrar assim, espalhando afeto entre tantos beijos e depois partindo como quem não se preocupa em cuidar por estar cicatrizando de feridas anteriores. Não é responsabilidade de quem chega fazer o peito arder para o novo. Tivesse escolhido recomeçar, agora nenhum sorriso viraria lágrima.
Mas engraçada essa coisa de amor a dois. Você nunca sabe quando ele surgirá até que acontece. E aí, sem tomar conhecimento da sua influência, você quer amar como se não houvesse amanhã. Esquece que para o amor a dois acontecer, ele realmente precisa ser a dois. Quando o outro coração segue numa velocidade diferente, o amor rompe, machuca e deixa outra pegada difícil de diferenciar entre tantas outras já marcadas pelo caminho. A nós, figura o desejo de prosseguir quando atingidos por essas tristezas do tempo passado. Basta coragem em olhar o presente e reconhecer que o futuro acolhe os ativos.
Amor a dois é para corações otimistas. Amor a dois é causa. Amor a dois não acontece em consequência. Amor a dois é para os indivíduos que se negam a acreditar na passividade do outro. Amor a dois é para quem, de fato, quer amor. Amor a dois não é desculpa. Amor a dois vive. Sem lamentos.
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