Nem sempre o que parece “só uma fase” pode ser algo inofensivo.
Em matéria publicada em seu blog na Uol, o psicólogo Cristiano Nabuco apresentou os resultados de um estudo feito a partir de uma série de fontes, incluindo também uma consulta a uma ampla base de dados do Reino Unido (The Health Improvement Network – THIN), dentro de um intervalo de análise de 26 anos.
Com dados bastante relevantes, o estudo foi publicado pelo The British Journal of Dermatology e os resultados indicaram que pessoas com acne possuem um risco bem mais acentuado de desenvolver depressão, principalmente após um ano do diagnóstico da acne.
Os pacientes com acne, segundo os resultados das pesquisas, apresentaram, nesse período, um risco 63% maior de ter depressão, em comparação com indivíduos sem acne.
É importante que tenhamos em mente que a adolescência é o período onde acontecem significativas mudanças corporais decorrentes da influência hormonal que permeia a transição da infância para a juventude. Somado a isso também é a fase onde os jovens buscam identificação entre seus pares e uma melhor definição de sua própria personalidade. A acne, então, poderia intervir como um dificultador da integração desse jovem que passa a ser menos aceito esteticamente tanto por si mesmo quanto pelos seus pares, o que certamente poderia ampliar seu sofrimento.
Os pais devem estar atentos para as mudanças de humor dos adolescentes e não considerar todas as suas oscilações simplesmente como uma fase (é sempre necessário cuidado antes de generalizações). É importante que os pais estejam atentos ao tempo em que o jovem permanece mais deprimido e em seus comportamentos e falas, de maneira geral. Se o comportamento deprimido (evitar amigos, evitar fotografias, queda no rendimento escolar, dormir demais, choro fora de contexto ou explosões acontecer com frequência por várias semanas, é necessário uma avaliação especializada). Também é importante que os pais estejam atentos e ajudem os jovens a tratar a acne, caso isso os incomode, uma vez que existem tratamento que podem minimizar bastante os seus efeitos estéticos que influenciam na socialização e na autoaceitação pessoal.
Imagem de capa: surowa/shutterstock
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