Marcel Camargo

Abra as janelas, mas saiba fechar as portas com firmeza

Imagem de capa: Evgeny Atamanenko/shutterstock

Abra as janelas ao que vem com força verdadeira, mas feche as portas ao que chega sem verdade, sendo nada além de peso inútil.

Quando conseguimos ajudar, aconselhar, compartilhar experiências com verdade, tornamo-nos melhores e tornamos os outros pessoas melhores. Poder ver o tanto de felicidade que conseguimos espalhar por aí é uma das melhores sensações que existe, pois ninguém é feliz em meio a dores e tristezas circundantes. Infelizmente, porém, nem todo mundo está pronto para receber nossas ofertas.

A gente deve abrir as janelas quando encontra alguém que soma, que vem com verdade, respirando o ar da transparência isenta de maldade. Quando nos sentimos bem ao lado da pessoa, onde estivermos, pois sabemos que ali estamos protegidos contra a falsidade e os interesses escusos, pois sabemos que ali nada irá nos ferir, nada será usado contra nós, nada será carregado de negatividade.

A gente precisa fechar as portas toda vez que a insegurança e o medo vierem assombrar os nossos sonhos, que alguém disser que não conseguiremos, que não somos capazes, que aquilo que é nosso não serve para nada. Toda vez que não nos sentirmos bem perto de gente que transmite tudo, menos sinceridade; que fala tudo, menos coisas boas; que sabe de tudo, menos do que a gente mais precisa.

Abra as janelas a cada manhã, mentalizando tudo de bom que possa ocorrer, desejando o melhor, para si e para o mundo, porque atrair positividade depende de nossa disposição em ser feliz. Alimente as esperanças, as metas, confiando na própria capacidade de ser alguém que se reinventa e renasce, sempre que necessário. Sorria, tenha fé, ame e ame de novo. O mundo está aguardando por você diariamente.

Feche as portas quando necessitar de um tempo consigo mesmo, sem ninguém, quando seus pensamentos estiverem menosprezando tudo de bom que você carrega dentro de si. Quando estiver alimentando amor sem volta, não correspondido, insistindo naquilo que não tem algum futuro. Quando estiver machucado, vazio, sem rumo, sem, guarida, sem toque, sem companhia de fato, junto mas desacompanhado.

É preciso abrir-se a tudo o que está ali em frente, ao lado, pronto para receber-nos e dar asas aos nossos mais lindos sonhos. No entanto, ter cautela com coisas e pessoas que não são o que aparentam será urgente, para que não nos percamos de nós mesmos, por conta de ervas daninhas que ingenuamente deixarmos repousar em nossos jardins. Abra as janelas ao que vem com força verdadeira, mas feche as portas ao que chega sem verdade, sendo nada além de peso inútil.

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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