Se a sua lista de viagens inclui um lugar com cara de “cidade que funciona”, dá pra olhar com carinho para Buenos Aires.
A capital da Argentina apareceu como a cidade mais habitável da América Latina em 2024 no ranking anual da Economist Intelligence Unit (EIU), que compara 173 cidades e dá nota para cinco áreas: estabilidade, saúde, cultura e ambiente, educação e infraestrutura. Buenos Aires fechou a avaliação com 82,8 pontos.
O destaque vem de uma combinação que nem sempre anda junta na região: serviços urbanos que entregam o básico com constância e uma vida cultural que não depende de “evento especial” pra acontecer.
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Na prática, isso significa uma cidade com estrutura moderna, organização no dia a dia e uma identidade cultural muito presente — o tipo de mistura que agrada tanto quem mora quanto quem chega de fora.
No levantamento, pesou o fato de Buenos Aires conseguir sustentar bons indicadores de qualidade de vida mesmo com períodos de turbulência econômica.
A cidade aparece bem quando o assunto é mobilidade e acesso a serviços: a rede de transporte público costuma ser apontada como eficiente, e a disponibilidade de escolas e hospitais bem avaliados ajuda a puxar a nota para cima, junto com um desenho urbano que facilita a rotina em muitos bairros.
Outro ponto que ajuda é que a cultura está “espalhada” pela cidade. Teatros, museus, cafés tradicionais e programação artística aparecem como parte do cotidiano, não como luxo distante — e isso dá uma sensação de cidade viva, com opções para diferentes bolsos e estilos.
O próprio relatório menciona a combinação entre custo de vida competitivo e padrão de serviços públicos como um diferencial importante.
A segurança também entra na conta, especialmente quando Buenos Aires é comparada a outras capitais grandes da América Latina.
Ela não é um paraíso (nenhuma metrópole é), mas aparece com índices mais estáveis do que parte dos concorrentes diretos, o que melhora a percepção de bem-estar e de previsibilidade para quem circula pela cidade.
No recorte latino-americano, quem vem logo atrás é Montevidéu, no Uruguai, e Santiago, no Chile — ambas com pontuação acima de 80, com desempenho forte sobretudo em infraestrutura e segurança.
O Brasil também marca presença no top 10 regional, com Rio de Janeiro e São Paulo mantendo destaque por força cultural e econômica, ainda que enfrentem obstáculos conhecidos em mobilidade e segurança pública.
E por que isso tudo importa para quem só quer viajar? Porque um ranking desse tipo dá pistas bem práticas: se a cidade é bem avaliada em transporte, infraestrutura e serviços, a experiência do visitante costuma ser mais simples — do deslocamento ao acesso a atrações.
No caso de Buenos Aires, ainda entra o apelo de ser um destino geralmente amigável para o bolso do brasileiro, com muita opção de passeio “pé no chão” (bairros caminháveis, cafés, parques, museus) e sem depender de roteiro caro para render uma viagem completa.
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