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Você pode estar jogando dinheiro fora: veja quanto custa deixar o carregador na tomada o mês inteiro

Tem um tipo de “gasto” que adora ganhar fama de vilão doméstico: o carregador largado na tomada.

Ele até consome energia, sim — mas a pergunta honesta é outra: isso aparece de verdade na conta ou é mais um daqueles hábitos que irritam mais do que pesam no bolso? Vamos colocar números na mesa.

O que o carregador consome quando fica sozinho na tomada

Quando o carregador está plugado sem celular conectado, ele entra no que os testes chamam de no-load (consumo em vazio). Medições citadas pelo Berkeley Lab apontam algo em torno de 0,26 W para carregadores de celular nessa condição.

E carregadores mais novos, em muitos mercados, precisam cumprir limites de eficiência bem baixos em vazio — por exemplo, requisitos do DOE Level VI colocam o teto típico de 0,100 W (dependendo da categoria do adaptador).

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Na prática, dá pra trabalhar com uma faixa realista assim:

  • Carregador moderno e eficiente: ~0,1 W
  • Carregador comum (referência bem citada): ~0,26 W
  • Carregador antigo/ineficiente: até ~0,5 W (às vezes mais, mas aí já foge do padrão atual)

Qual “preço do kWh” eu usei (em R$) pra fazer as contas

Pra transformar isso em dinheiro, eu peguei um exemplo de tarifa residencial (B1) da Enel São Paulo, somando:

  • TUSD (R$/MWh) + TE (R$/MWh) = 432,44 + 292,74 = 725,18 R$/MWh

Como 1 MWh = 1000 kWh, isso dá R$ 0,725 por kWh (antes de impostos/bandeiras e outros itens da fatura).

Na sua conta, o “kWh efetivo” pode ser maior por causa de ICMS, PIS/Cofins, iluminação pública, bandeira tarifária etc. (a própria Enel detalha faixas de ICMS por consumo, por exemplo).

Se você quiser adaptar com o seu valor real: é só multiplicar o consumo (kWh) pelo R$/kWh que aparece na sua fatura.

  • Agora os números: 24h por dia, 12h e 6h (por mês)
  • Vou considerar 30 dias no mês.

A conta é:

  • Consumo (kWh/mês) = Potência (W) ÷ 1000 × horas no mês

Cenário A — usando R$ 0,725/kWh (exemplo Enel SP)

Se o carregador ficar na tomada SEM o celular:

1) Carregador bem eficiente (0,1 W)

  • 24h/dia: 0,072 kWh/mês → R$ 0,05/mês
  • 12h/dia: 0,036 kWh/mês → R$ 0,03/mês
  • 6h/dia: 0,018 kWh/mês → R$ 0,01/mês

2) Carregador “típico” (0,26 W)

  • 24h/dia: 0,1872 kWh/mês → R$ 0,14/mês
  • 12h/dia: 0,0936 kWh/mês → R$ 0,07/mês
  • 6h/dia: 0,0468 kWh/mês → R$ 0,03/mês
    (Esse ~0,26 W aparece em medições citadas do Berkeley Lab.)

3) Carregador mais gastão (0,5 W)

  • 24h/dia: 0,36 kWh/mês → R$ 0,26/mês
  • 12h/dia: 0,18 kWh/mês → R$ 0,13/mês
  • 6h/dia: 0,09 kWh/mês → R$ 0,07/mês

Cenário B — se o seu kWh “cheio” na conta der ~R$ 1,00/kWh

Muita gente acaba vendo algo perto disso ao considerar impostos/bandeiras e o valor final médio do que paga. Com R$ 1,00/kWh, fica assim:

  • 0,26 W por 24h/dia: 0,1872 kWh/mês → R$ 0,19/mês
  • 0,5 W por 24h/dia: 0,36 kWh/mês → R$ 0,36/mês

Então vale a pena tirar da tomada?

Pelo lado da conta de luz, o impacto do carregador “sozinho” costuma ser de centavos por mês. O motivo mais prático pra tirar da tomada geralmente é outro:

  1. reduzir “miudezas” somadas (muitos aparelhos em standby juntos viram um consumo mais notável);
  2. evitar aquecimento desnecessário, principalmente com carregador velho, genérico ou já danificado.

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Fonte: Advanced Energy

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Gabriel Pietro

Redator com mais de uma década de experiência.

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