Em um dos grupos que eu participo no Facebook uma menina fez uma pergunta: “Se vocês estivessem livres de qualquer obrigação ou restrição, o que vocês gostariam de estar fazendo agora?”
Das 47 respostas, somente cinco não foram relacionadas a viagens.
Partindo do pressuposto que esse grupo é um grupo majoritariamente de meninas de classe média pra cima, e que poucas delas precisam trabalhar para se sustentarem: o que vocês estão esperando?
Viajar não é coisa de rico. Viajar não precisa ser caro.
Vivem me perguntando da onde eu tiro dinheiro pra fazer as minhas viagens. A minha resposta é sempre a mesma: “As nossas prioridades são diferentes.”
Enquanto tem gente que gasta R$ 250,00 em uma calça sem estar realmente precisando, ou em um fim de semana de festa, eu, por exemplo, muito raramente faço isso.
Com R$ 250,00 eu pago uma semana num hostel da Tailândia, com R$ 250,00 eu pago meus trechos de ônibus de Istambul pra Capadócia e da Capadócia pra alguma praia da Turquia.
Eu não sou rica, a minha casa não é grande, o meu carro não é o carro do ano e se der pra economizar eu vou de ônibus pra qualquer lugar. As minhas viagens não são luxuosas, muito pelo contrário. Passei dois meses na Ásia com o dinheiro que eu juntei em menos de um ano de estágio.
Eu economizo. Eu economizo porque a coisa que mais me faz feliz nesse mundo é conhecer lugares, pessoas e culturas diferentes. Porque o que eu tenho de mais precioso não são coisas materiais, mas sim as coisas que eu já vivi e presenciei.
Eu não abro mão de fazer o que eu gosto e eu não espero alguém decidir ir comigo, se eu tiver afim eu vou. E se der medo, eu vou com medo mesmo. Porque o que eu vivo quando eu viajo ninguém tira de mim.
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Imagem de capa: Arquivo pessoal da autora
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