Uma dança diferente: saiba mais sobre a dançaterapia

Por Adriana Túbero

Você sabe o que seu corpo pode? Provavelmente você deve estar imaginando o corpo em algum tipo de atividade. Entretanto, minha pergunta não se refere a fazer atividades físicas ou de dança como ballet, jazz, dança do ventre, zumba ou qualquer outro do tipo fitness – palavra de origem inglesa e significa “estar em boa forma física”. Tais atividades estão mais voltadas à técnica e a estética e, na maioria das vezes, estão em busca de um corpo “idealizado”. O corpo deve estar dentro de certos padrões de beleza ou “sarado”. Não se trata de uma crítica a tais modalidades de atividade, mesmo porque fui bailarina profissional de “carteirinha” do Ballet de Rio Preto. Escrevo apenas para elucidar e diferenciar o trabalho que atualmente realizo voltado para saúde, em que o corpo é o fio condutor de muitos questionamentos e respostas. Enfim, o que quero trazer para nossa reflexão é: Que sensações você já experimentou por meio do corpo?

Observe que mesmo parado nosso corpo tem música e se move! Está dançando sempre. Mas como Adriana?, você diria. Esta sinfonia não é audível porque nós estamos mergulhados nela desde que nascemos! Veja bem: o coração tem ritmo, bate aproximadamente 100 mil vezes por dia, as veias tem pulsação, nossos olhos piscam 25mil vezes por dia e nossos órgãos trabalham o tempo todo. Muitos de nós partimos daqui sem saber do que somos capazes, sem sequer nos surpreendermos e sem arriscarmos nada.

O corpo é tudo que temos!

Quando temos um ambiente e um clima favorável, companhias receptivas, movimento e música, o corpo é motivado e desperta, aumentando a nossa potência. O corpo que EXPERIMENTA essa potência encontra possibilidades infinitas e de cada experiência vivida surge uma nova porta que se abre. A DANÇATERAPIA, trabalho que realizo há 12 anos, a meu ver, contribui sobremaneira a responder esta questão importante: O que pode o nosso corpo? pois ela é uma ferramenta terapêutica que pode curar o “modo de vida” pela experiência do corpo.

O que você faz para superar dos revezes da vida? Foge? Ressente-se? Fica com raiva de tudo e de todos? Amargura-se? Isola-se? Deprime? Imagine se você tivesse que passar novamente e eternamente por todas as coisas que já viveu. Perdas, enfermidades, lutas, paixões, separações… tudo de novo do mesmo jeito! Isso seria bom? Amor fati!!!! – que, segundo Nietzsche, significa aceitação integral da vida e do destino humano mesmo em seus aspectos mais cruéis e dolorosos – aceitação que só um espírito superior é capaz. Para o filósofo, temos a chave para nos tornar escultores da nossa própria vida dançando a música da vida pelo prazer do ritmo e da melodia. Nesse sentido, a Dançaterapia oferece este espaço de criação para seus próprios valores, reconhecendo e valorizando o INSTANTE que a vida nos oferece, com tudo o que ela tem. Que todos nós possamos permitir que o corpo nos dê as chaves da nossa potência e que nós aproveitemos para experimentar, nos conhecer melhor, nos relacionar com o outro e com o nosso ambiente.

Convido você para esse passo de dança!

Nota da Conti outra: o texto acima foi publicado com a autorização da autora.

Adriana Túbero

Psicóloga, Psicodramatista e Dançaterapeuta – dirige o Espaço Vívere – Corpo, Mente & Harmonia em Araraquara SP e coordena o Centro Brasileiro de Dançaterapia.

Contato: adrianatubero@terra.com.br

No Youtube: Curso de Capacitação em Dançaterapia 2015 – Espaço Vívere

CONTI outra

As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.

Recent Posts

Perdeu muito peso e seu plano de saúde se recusa a custear a sua cirurgia reparadora? Saiba o que fazer

Por Nara Rúbia Ribeiro, advogada especizada em Direito Médico e da Saúde Você conseguiu. Após uma…

3 horas ago

Higiene no equipamento desportivo: como lavar e eliminar odores dos sacos e mochilas de padel

Um saco de padel utilizado com regularidade acumula suor, humidade e resíduos de equipamento húmido…

2 dias ago

Esta resiliente atriz marcou os anos 2000, sumiu dos holofotes após tragédia pessoal e hoje quase ninguém reconhece

Nos anos 2000, ela se tornou conhecida do público britânico, principalmente por causa de sua…

3 dias ago

O ano era 1980, e essa música não saía do rádio… Marcou uma geração! Será que você ainda reconhece?

A batida começa e a memória entrega tudo… Essa música virou febre em 1980. Será…

3 dias ago

Há quase 50 anos esta música estourou nas rádios mas hoje quase ninguém lembra. Você reconhece?

Um hino que soa como uma porta de entrada para os anos 80: acelerada, sensual…

3 dias ago

Todos olham para a família, mas é a empregada ao fundo que guarda a grande história

Na foto de 1961, ela ficou atrás de todos — mas sua vida não ficou…

3 dias ago